quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Se a Roberta Rosilho fosse gay?

Minha amiga virtual Roberta Rosilho escreveu o texto que reproduzo abaixo, porque achei muito legal. Desde que nos conhecemos fizemos muita brincadeira e ainda não tivemos oportunidade de nos ver ao vivo. Segue o texto:
"Se a Roberta Rosilho fosse gay???
... ela amaria crianças, e certamente teria um filho de nome Luiz Felipe, ela também trataria muito bem os cachorros e bichinhos fofos..., mas ainda morreria de medo de baratas.
Teria nascido em SP (lá na Maternidade São Paulo) e ainda pequena teria mudado para o Bairro Jaguaré, e teria ido várias vezes tentar morar no Nordeste, sem sucesso, é que a Roberta Gay também acharia que a qualidade de vida lá seria melhor, mas lá infelizmente não teria conseguido ganhar dinheiro para se estabelecer...
Ela teria um pai chamado Luiz e uma mãe chamada Carmen, e ela teria dois irmãos com os nomes de Alexandre e Renata, também teria as sobrinhas mais lindas do mundo de nomes Juliana e Beatriz e até um sobrinho neto chamado Kauan Daniel.
A Roberta, caso fosse gay, teria estudado Propaganda & Marketing, trabalharia com Organização de Eventos, e também estaria quebrando a cara com a crise no País.
A Roberta gay teria uma alegria ao acordar pq estava feliz sendo e fazendo o que ela acreditaria ser o melhor pra ela;
Se a Roberta fosse gay ela iria gostar muito de tomar coca cola no café da manhã, e cerveja aos fds;
Se a Roberta fosse gay ela também teria enfrentado vários tratamentos contra o Vitiligo sem sucesso algum;
Se a Roberta fosse gay o Brasil teria sido motivo de piada no Twitter de House of Cards, o VLT teria chegado a Santos, esse inverno ainda teria sido quente “bagaraio”, RJ seria uma das capitais mais violentas do país e os políticos seriam, em sua imensa maioria, corruptos;
Eu acho que se a Roberta fosse gay ela teria MUITA coisa parecida com a Roberta hétero, mas eu acho que a coisa mais parecida seria não perder tempo se preocupando com quem é ou deixa de ser gay!
Resumindo, é isso. Se a Roberta fosse gay, acho que vocês nem perceberiam a diferença aqui no Facebook, no meu trabalho e do mesmo jeito que ninguém sabe o que faço entre quatro paredes, certamente ninguém saberia nada sobre a Roberta gay também;
Então, me diz: Se a Roberta fosse gay... o que isso mudaria sua vida, sua opção, ou o seu caráter? Mas... Pera! Vale à pena discutir isso?"

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

#tavapensandoaqui que enfim chegaram os sessenta

#tavapensandoaqui que enfim chegaram os sessenta. Meus sessenta anos chegaram hoje. Ganhei lugar nos assentos preferenciais, entradas de graça em alguns eventos, vaga especial ao lado das entradas de Shoppings Centers e Supermercados, filas especiais. Que merda. Junto com isso chega a também chamada sabedoria. Sabedoria de não dar um soco na cara de um monte de sujeitos folgados que existem aqui nessa terra de ninguém na qual se transformou nosso país. A sabedoria impede de dar um tremendo murro na cara do sujeito por uma simples razão: hoje eles são maiores que a gente. Se der uma porrada num sujeito folgado desses, meu braço vai quebrar e se não quebrar com a cacetada que darei nele ele vai se voltar pra mim e me quebrar o braço e outra partes mais. E nós somos maiores que nossos pais, cuja idade que alcancei agora, muitos deles não chegaram com a saúde que tenho. Alguns nem chegaram vivos até aqui. Nessa idade que tenho nesse quatorze de setembro de dois mil e dezessete tenho muita história para contar. Vivi no tempo que a televisão produzia programas simples em preto e branco e que todas as pessoas acompanhavam. Programas de auditório e seriados estrangeiros além de tantos outros dominavam os horários nobres das três ou quatro emissoras de televisão que pegavam nas nossas casas com ou sem palha de aço na antena. Felicidade de jogar bola na rua com chuva ou sol, ralar o joelho no asfalto e passar mertiolate que ardia naquela época, ou quebrar a unha do dedão do pé e ir com ele para a escola, enfaixado com gaze vermelha do mercúrio cromo. Os pés dentro de um chinelo que não deixavam cheiro e não soltavam as tiras. A violeta genciana era utilizada para eliminar as herpes ou o bicho de pé que era adquirido ao andar descalço nas ruas de terra ou nas praias. A água era tomada da torneira depois de uma brincadeira de cabra-cega, pega-pega, amarelinha, pula-corda ou queimada. Os brinquedos soltavam as pequenas peças, eram verdadeiras armadilhas e sempre escapávamos delas. As balas não tinham furinho no meio, as canetas estouravam dentro dos bolsos dos adultos. Os jovens começavam a fumar com menos de quinze anos, fumavam dentro de casa, dentro dos restaurantes e nos escritórios. Isqueiros ou cinzeiros com belos desenhos ou belas imagens eram presentes ideais para se presentear como lembrança para um monte de gente depois de uma viagem para algum lugar distante. Águas de Lindóia, Serra Negra, Poços de Calda eram destinos distantes naquela época, pelo menos para mim que sou de Santos. Automóveis sem cinto de segurança e com toca-fitas de gaveta passaram pela minha vida. Belos tempos, belos dias. Agora sessenta. E a vida começa aos sessenta. Vamos em frente. Terceira idade, melhor idade, seja lá o que se chama hoje, chegou para ficar na minha vida. E passar. Como passaram os quinze, vinte, trinta, quarenta e cinquenta anos. Deus me guie. Tava pensando aqui...

sábado, 9 de setembro de 2017

#tavapensandoaqui em qual será o tamanho do seu troféu? Em palestras motivacionais escutamos por diversas vezes que o sucesso não acontece por acaso e nem acontece de um dia para outro. Vários exemplos históricos trazem este conceito e é efetivamente o diferencial para realização do seu sonho. A pergunta acima te desafia a pensar em qual será o tamanho do troféu que você quer colocar na sua estante. Ele será o símbolo de tudo o que você realizou na vida. Qual o legado que você deixa depois de partir? Como você quer ser reconhecido e lembrado? Que obras ficarão na Terra com a sua assinatura? Você quer o maior troféu no centro da sua estante ou um pequeno mimo de consolação esquecido no fundo de uma gaveta será o suficiente? E qual será o esforço necessário para alcançar o topo? Quais os sacrifícios necessários para concretizar o sonho? Quantas pessoas você vai deixar para traz para alcançar a sua meta? Você vai usar meios lícitos ou ilícitos para alcançá-la? Quantas questões. Para você se colocar no topo do pódio, os sacrifícios são imensos. Nenhum atleta de ponta está isento de dor e nenhum atleta de ponta desiste. Nenhuma conquista será conseguida sem luta, sem sacrifício, sem renúncias nem sem choro. Noites mal dormidas para estudar e conseguir um diploma serão recompensadas. Cada escolha será uma renúncia. É duro derrotar alguém que nunca se entrega. Perseverança é a arma de todo vencedor. O que te motiva? O que faz você levantar da cama e partir para a vitória? Além de tudo isso também será necessária uma dose de sorte. O que seria essa tão aclamada sorte? Sorte é estar no lugar certo na hora certa e para isso será preciso muito trabalho. Essa sintonia entre trabalho e sorte é atraída pelos seus pensamentos e pelo seu esforço. Pense vencer. Pense positivo. Exija o triplo e não o dobro. As opções são: vencer ou vencer. Meu ídolo do tênis certa vez acertou uma jogada difícil no penúltimo ponto de uma partida. Terminada a partida com a sua vitoria, o repórter lhe perguntou se ele treinava esse tipo de jogada e a resposta foi: ”Sim, treino muito e hoje finalmente acertei”. Um campeão tem presença de espírito, tem humor. Tem garra e tem talento. Tem esforço e tem foco. Qual o tamanho do seu troféu? O que você está fazendo da sua vida? Me procure. Sou Coach. Pense nisso. Tava pensando aqui...

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terça-feira, 5 de setembro de 2017

Tavapensandoaqui que vi um corpo estendido no chão

Tavapensandoaqui que vi um corpo estendido no chão. Ao descer do Metrô, no chão da plataforma, vi o corpo de uma mulher sendo atendida pelo prestativo pessoal do Metrô. Não sei se era nova ou velha. Com as pernas branquelas e um pouco roliças, jogadas ao chão, uma delas esticada e outra um pouco flexionada. Pés descalços, eu não vi onde estavam os sapatos. Eu caminhava por entre os passageiros que desciam do vagão do Metrô e via a cena por entre os corpos que se mexiam em direção à escada rolante. Vi no calcanhar da perna flexionada da vítima, uma tornozeleira preta sugerindo que tinha dores, inchaço, ou falta de firmeza na região do tornozelo. Os passageiros passavam por ela, olhando de relance sem parar. Duas pessoas estavam paradas em pé próximas a ela, um homem de meia idade com camiseta listada e uma moça mais nova e mais baixa que ele, cabelos pretos presos por alguma coisa de prender cabelo que eu não sei o nome. Não me deram a impressão de que fossem pessoas conhecidas da mulher caída. Além do funcionário que estava atendendo, outro funcionário da segurança do Metrô com seu cassetete pendurado à cintura dava cobertura para o atendimento. Na escada rolante vi alguns pescoços se virando em direção à cena para descobrirem algo mais e uma senhora cabelos loiros não desgrudou os olhos até que a escada chegasse ao topo. Pensei em ter uma visão melhor ao subir a escada e fui seguindo a fila para subir à dita cuja rolante tal qual o gado segue para o local do abate afunilando um a um até entrar pela porteira.  Dia de semana, horário de entrada ao serviço, composições sempre lotadas, as pessoas passavam e viravam o pescoço, para ver se viam o que estava acontecendo, mas não paravam, pois São Paulo é a cidade que não pode parar. A pessoa caída, pernas brancas, roliças, tornozeleira no calcanhar, vestido estampado levantado até à altura das coxas deixando à mostra um pouco da roupa íntima, seguia deitada no chão enquanto passávamos. Que planos teria essa mulher para hoje? Por que estaria naquela hora deitada no chão frio da plataforma? Estaria indo ao trabalho, ou procurar trabalho, ou indo a algum outro compromisso, visitar alguém, atender alguém? Tropeçou, teve um ataque epilético, sentiu-se mal por queda de pressão, por stress ou algum outro motivo? Será que bateu a cabeça, será que ficou inconsciente? Será que os planos do Universo eram outros para ela? O que ela deverá fazer ao recuperar sua consciência? Rever seus conceitos? Analisar as causas? Passaria pela sua cabeça rever os planos para o futuro devido a esse imprevisto ocorrido na plataforma do Metrô? Subo a escada rolante e viro o pescoço na direção da cena. Não consigo ver muita coisa e a escada chega ao topo. E se fosse você, a ter seus sonhos interrompidos bruscamente pelo Universo que discordou dos seus planos? A vida segue. Ainda bem que eu não prestei muita atenção. Tava pensando aqui..
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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Tavapensandoaqui na sinalização inútil

Tavapensandoaqui na sinalização inútil. Para que serve a placa “Trecho sujeito a neblina”, que vemos aqui nas estradas paulistas? Se estiver neblina, talvez você nem enxergue a placa. E se não estiver neblina? Outra idiotice é “Evite acidentes”. Boa. Sem isso eu provocaria acidentes propositadamente. Nas empresas em que trabalhei algumas pérolas são dignas de nosso povo de terceiro mundo. “Não faça xixi no chão” é um exemplo básico. Quem mija no chão propositadamente? Nem venham reclamar que homem faz isso, porque é uma calúnia. É que a mangueira do homem às vezes trabalha como o chuveiro do seu banheiro. Você já regou o jardim com aquelas mangueiras com o regulador de jato na ponta? Duvido que quando você abre a torneira o primeiro jato d’água sai direto na direção que você apontou. O princípio da mangueirinha do homem é o mesmo. Espero ter sido didático quanto a esse assunto na defesa do sexo masculino que tem o privilégio de urinar em pé. A placa “É proibido pisar na grama” lá no meio do gramado nos traz aquela velha dúvida: quem colocou a placa lá? Foi voando até o local? Nas ruas de São Paulo, temos “Trecho sujeito a alagamento”. Você estaciona pela manhã e na hora que cai a chuva seu carro vira a Arca de Noé boiando desgovernada até o córrego mais próximo, caso não bata em uma árvore ou poste. Outros são informações úteis e até de segurança. “Pedestre, atravesse na faixa”. Na rua onde trabalho nós enxergamos a faixa ao longo da rua toda. Todo trecho da rua é faixa. “Pedestre, aguarde o sinal verde”. O que? Aperto o botão verde e espero cinco minutos para atravessar? Ninguém faz isso. E ninguém acredita que o botão verde funcione para o sinal de pedestre abrir. Parece que os caras instalaram câmeras nas esquinas só para ficar vendo quantas pessoas apertam o botão para atravessar o sinal. Estou até vendo os controladores das câmeras conversarem dizendo “olha outra trouxa apertando o botão inútil”. O Metrô de São Paulo é campeão de alertas inúteis. “Antes de entrar no trem, deixe as pessoas saírem”. O que? E deixar o meu vizinho pegar a minha frente? Nem ferrando. “Tire as mochilas das costas para não incomodar aos outros passageiros”. A besta escuta aquilo e pensa “Ah, incomoda? Agora que não tiro mesmo! Vem tirar de traz de mim para ver só!”. “O volume de seu aparelho sonoro pode incomodar outros passageiros”. Mano, na boa, se o otário está com o fone de ouvido no máximo, vai escutar a mensagem como? “Na escada rolante, deixe a esquerda livre”. A pessoa lê e pensa, “Pô mano, sem preconceito, deixa a esquerda, a direita e o centro livre, nosso país é do bem!”. No Metrô do Japão os funcionários usam luvinhas brancas para apertar os passageiros nos vagões. Aqui no Brasil os funcionários deveriam usar luvas de Boxe para acertar certos passageiros, não é não? Tava pensando aqui...

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Tavapensandoaqui em domar meus animais interiores

Tavapensandoaqui em domar meus animais interiores. Tá dura a vida do brasileiro que deseja conviver no nosso país dentro da ética e do cumprimento das leis. Não só das leis que estão na nossa constituição, mas da lei da convivência entre nós, seres humanos. A preocupação com o vizinho, o cuidado com o próximo, o compartilhamento de espaço para que todas as pessoas gozem do mesmo conforto já não existe mais entre os seres desumanos deste país. Pela manhã, no Metrô, um homem com sua mochila nas costas, pouco se importa se com seu casco parecendo uma tartaruga ninja ele incomoda aos outros passageiros. Nem pensa em colocá-la na mão para permitir mais conforto aos demais. Tenho que passar por ele para descer na estação e meu tigre interior se manifesta e se agiganta inflando o peito e pronto para soltar uma tremenda patada na orelha do tonto, mas tenho que controlar meus instintos e mantenho meu animal na jaula. Um gordo na porta do Metrô ou um sujeito desprovido de magreza, caso algum defensor do politicamente correto queira encher meu saco, impede a passagem das pessoas que querem entrar e sair. Com seu fone de ouvidos enorme nas suas orelhas imundas, olha e mexe com seus dedos gordurosos em seu celular seboso, enquanto as pessoas desviam da sua nojenta pessoa para exercerem seu direito de ir e vir. O gordo, além de desprovido de magreza é desprovido também do mínimo de senso de convivência em sociedade. Desperta em mim meu urso interior, que se agiganta pronto para exercer um jogo de corpo igual ao que eu fazia nos meus tempos de zagueiro do futebol de várzea em Santos, mas minha consciência aprisiona também esse urso feroz dentro da jaula. Circundo o “rolha de poço” tal qual as águas de um rio que ao encontrar um obstáculo, sabiamente o circunda. Durante o dia, várias situações aprisionam minhas cobras, minhas águias e meus tubarões interiores. Falando em politicamente correto, estou de saco cheio de ser politicamente correto quando no meu país o político é totalmente incorreto, numa política onde só existem ladrões que protegem sua própria raça de roedores. A piscina cheia de ratos que é citada na música famosa, é fichinha perto da quantidade de ratazanas que infesta o Lago Paranoá em Brasília. E voltando para casa depois do dia de trabalho no mesmo dia, vejo um senhor chegar com seu neto (ou filho?) no vagão do Metrô em que estou e um educado cidadão oferece-lhe o lugar. E o desgraçado do velho (velho sim!), ao invés de se sentar, faz o seu menino ocupar o lugar oferecido. Meu lobo interior quase salta na jugular do velho, que com seu gesto ofende o cidadão que lhe cedeu o lugar e ainda ensina seu filho (neto?) que não existe lei nem respeito neste país. Como é duro manter a pele de cordeiro numa selva de ninguém. A Amazônia é aqui, no país inteiro. Haja paciência. Tava pensando aqui...

sábado, 19 de agosto de 2017

Tavapensandoaqui se eu morresse hoje

Tavapensandoaqui se eu morresse hoje. Isso me levou a pensar em como eu teria morrido? Você já pensou na morte? Morrer não existe, eu creio que é apenas questão de ponto de vista. Quer ver? Digamos que você tem um mal súbito e caia no meio da rua. Ao abrir os olhos você vê um monte de rostos olhando sua cara, significa então que você está vivo. Se ao contrário, você abrir os olhos e, de cima, ver um monte de nucas olhando para a sua cara no chão, você foi para outra. Mas continua vivo. Ou morto. É uma questão de ponto de vista, não falei? Mal súbito ou morrer em uma cirurgia me parece bem tranquilo. A anestesia faz efeito e “puf”, você foi. Morrer dormindo deve ser legal também, mas acho que essa benção cabe apenas aos puros de alma. Meu avô materno morreu assim, bem velhinho. Estou longe disso. Estou longe de ser puro de alma e de ser velhinho. Uma vez fiz a leitura de um livro sobre esse tema com o intuito de fazer uma análise sobre como o autor escrevia. O autor criou um cenário onde os bichinhos da terra comiam o fulano que foi enterrado e conversavam com ele até comerem todo o corpo. Era uma reflexão sobre a vida do morto, achei interessante. Mas depois disso achei que era bom eu optar pela cremação, pois me senti claustrofóbico na narrativa. O morto estava dentro do caixão conversando com os bichinhos, eu iria morrer se me acontecesse isso. Senti-me com falta de ar. Se bem que eu estaria morto, portanto, achei que nesse caso eu havia criado um paradoxo. Medo de morrer estando morto. Outros autores escrevem sobre a saga do morto após a morte, passando pelas penitências que devem ser vividas, ou morridas, sei lá, até atingir o paraíso. Outra abordagem que eu acho legal é pensar em quem estaria do outro lado esperando por nós. Isso é claro, caso você acredite que haja continuidade da vida após a vida aqui neste planeta azul. Será que é o Pedrão que recebe a gente lá do outro lado, conferindo quem entra no céu e quem vai para o inferno, com planilha Excel e tudo? Será que morrer é a oportunidade que temos de ver novamente os entes queridos que nos deixaram? Se há uma certeza na vida é a certeza que todos vamos morrer. E se há uma dúvida que ninguém tem uma resposta é a dúvida da existência da vida após a morte terrena. Pensando em como terminaria minha passagem por esse planeta, só sei que no meu epitáfio, que é aquilo que escrevem na nossa tumba, túmulo, seja lá o que for, estaria escrito: “Eu estava aqui de passagem, a gente se vê por aí. Fui!”. Não é? Tava pensando aqui...

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Tavapensandoaqui que a leitora quer saber.

Relembrando a crônica do livro.

Tavapensandoaqui que a leitora quer saber.

Perguntas das leitoras e respostas do sábio guru

Alguns anos atrás eu trabalhava ao lado de um amigo e conversávamos sobre tudo. Bom papo sempre.
Numa época em que por coincidência nós dois estávamos fazendo exames de saúde daqueles para verificar uma dorzinha aqui e outra ali, falamos que a espera pelo atendimento era muito chata e falei para ele que eu costumava me divertir lendo as revistas de modas e fofocas.
Meu interesse era nas colunas de conselhos sentimentais. Ele achou engraçado e também começou a se distrair com as revistas. Dávamos boas risadas com os questionamentos das leitoras.
Nessa época as empresas utilizavam um aplicativo de comunicação interna. Era neste aplicativo que se trocavam pequenas mensagens entre os colaboradores. A maioria das vezes a comunicação era para discutir e resolver problemas relativos ao serviço. Hoje isso é comum nas empresas e o comunicador funciona igual ao Whatsapp.
Eu e o amigo conversávamos sobre trabalho por esse aplicativo interno e algumas vezes o utilizávamos para conversas mais amenas.
Algumas vezes ele me chamava dizendo “a leitora quer saber”. Eu respondia “manda”. Ele dizia “a leitora escreve: Eu saí com um cara e ele prometeu me ligar no dia seguinte e faz três meses que ele não me liga. Será que ele não gosta de mim? Assinado: Iludida do Grajaú”.
Eu respondia “Cara Iludida, o celular do seu namorado extraviou ou foi roubado e ele pode até estar machucado em estado grave sem poder se comunicar. Mas pode ter certeza que ele deve estar procurando desesperadamente por você. Todo homem cumpre a promessa que faz. Se ele prometeu ligar ele vai te ligar. Espere mais um ano e meio para ter certeza que ele não vai mais te achar. Mas ele te ama. Assinado: Guru do Amor”.
Passava um tempo e surgia outra dúvida da leitora. Meu amigo me chamava de novo “a leitora quer saber”. Eu respondia “manda”. Ele dizia “a leitora escreve: Caro Guru do Amor, meu marido tem falado o nome de Paula enquanto dorme. Meu nome não é Paula. Quando eu o acordo ele diz que não se lembra de nada. Tenho desconfiança de que ele está me traindo. O que me aconselha? Assinado: Desconfiada da ZL”.
Eu respondia “Cara Desconfiada não se torture, pois todo homem é fiel. Na verdade o seu nome poderia ser Paula em uma vida passada. Alguns homens tem o poder de acessar memórias de vidas passadas. Confie no seu marido, ele é um santo e tem este poder especial. Assinado: Guru do Amor”. Em outro dia aparecia mais dúvida da leitora.
Meu amigo novamente me chamava “a leitora quer saber”. Eu respondia “manda”. Ele dizia “a leitora escreve: Caro Guru, meu marido tem chegado muito tarde dizendo que tem muito serviço no escritório. Eu faço a comida com todo o carinho, mas ele não tem vontade de comer. Será que ele está comendo fora? Assinado: Cozinheira Zona Sul”.
Eu respondia “Cara Cozinheira, ele está comendo fora com certeza. Eu entendo disso porque tenho muito serviço aqui na revista. Quando é preciso ficar até mais tarde no serviço os homens costumam pedir pizza para poder suportar o trabalho duro. O coitado do seu marido tem que comer pedaços de pizza fria e borrachuda sonhando com o seu maravilhoso jantar. Mas ele se sacrifica para trazer o sustento para o lar. Abrace-o quando ele chegar e não se importe se perceber um perfume ou um batom no colarinho, pois quando o homem trabalha até tarde algumas coisas desse tipo costumam acontecer. As coisas no trabalho ficam muito confusas e homens entram no banheiro feminino, as mulheres entram no masculino e um esbarra no outro e sempre ocorrem acidentes. Todo homem que trabalha duro precisa de carinho e compreensão da dedicada esposa. Assinado: Guru do Amor”.
Uma nova dúvida da leitora e ele me chamava “a leitora quer saber”. Eu dizia “manda”. Ele dizia “a leitora escreve: Caro Guru, meu namorado e eu estamos 17 anos juntos e sempre que falo em casamento ele me diz que vamos nos casar assim que a situação melhorar. Estou com quase 40 anos e eu tenho medo que ele não queira se casar. Estou ficando sem paciência. O que faço? Assinado: Impaciente do Irajá”.
Eu respondia “Cara Impaciente, a situação não está fácil para ninguém. Não se desespere. Espere mais uns 12 anos para ver se a situação melhora. Até lá trate seu namorado com bastante carinho para ele continuar feliz ao seu lado e não fale em casamento porque ele pode ficar bravo com você. Assinado: Guru do Amor”.
E assim a gente ia levando a árdua rotina do trabalho na empresa e aproveitando para fazer um serviço de utilidade pública esclarecendo as dúvidas das leitoras.
E você? Qual a sua dúvida? Mande sua pergunta para o correio sentimental e receba a orientação profissional do Guru do Amor. Tava pensando aqui...

sábado, 12 de agosto de 2017

Tavapensandoaqui que tenho dificuldades com as escolhas

Tavapensandoaqui que tenho dificuldades com as escolhas. Estou na frente do computador. “Como você está se sentindo?”, pergunta-me o Facebook na hora que eu abro a rede social. Eu respondo, “sei lá, quais as opções disponíveis?”. Tem um monte de carinhas disponíveis para eu me guiar. Creio que sou racional demais para me sentir com algum sentimento logo que abro a rede social. Agora estou sentindo dor na panturrilha esquerda, devido à partida de tênis jogada pela manhã. Terei problemas para andar nos próximos dias. Deixa-me procurar na lista do Facebook se tem “dor na panturrilha esquerda” como opção. Viu? Não tem, foi o que pensei. Outra possibilidade: acho que estou sentindo-me pensativo, talvez. Pensativo é um sentimento? Preciso de listas para me posicionar perante alguma coisa. O que você prefere? Tenho problemas em responder isso. Quem é o melhor jogador de futebol dos últimos tempos? Não sei. Qual o critério? Acho que é aquele que fez mais de mil gols, portanto é o melhor, caso encerrado. Além disso, ele foi do meu time, então o caso está encerrado duas vezes. Preciso de lista, de uma lista que me diga quais os critérios de escolha e quais as opções disponíveis. Se eu fosse um jurado de programa de TV seria o cara que ficaria em cima do muro e para todos daria a nota nove. Como vou saber se o primeiro a se apresentar é o melhor? Eu ainda não vi os candidatos seguintes para dizer que o primeiro é melhor. Recentemente respondi um questionário onde me perguntavam sobre um filme que marcou a minha vida. Veja a minha dificuldade em escolher o melhor filme que já assisti: de qual categoria? Ficção? Ação? Aventura? Romance? Comédia? Qual a diferença entre ação e aventura? Começo a ter problemas neste ponto. O que eu almejo para o futuro? Sei lá, quais as opções? Acho que sempre me dei bem com múltiplas escolhas. Vou eliminando as alternativas até ficar com o mínimo possível. Você prefere praia ou campo? Nessas horas minha primeira alternativa é “nenhuma das anteriores”, prefiro que não me façam perguntas. Eu gosto de gente determinada, aquela pessoa que responde “na lata” que adora praia. Então eu pergunto a essa pessoa determinada, se uma passagem pelas montanhas numa pousadinha com lareira e um fondue de queijo ou de chocolate não seria legal. E então a pessoa determinada responde na mesma hora que “ah, isso também gosto”. Isso é que é determinação, não é mesmo? Tudo tem sua atração, tudo tem seu lado cara ou coroa, como as moedas. Às vezes a moeda cai em pé. Já testemunhei isso acontecer quando eu jogava futebol de praia. A moeda ficou em pé na areia dura da praia de Santos, mais precisamente nas areias próximas do canal zero. Escolhas. Vou por aqui ou por ali? Sempre temos que escolher algo, achar algo, sentir algo. Vamos para o happy hour? Onde? Difícil escolher. Ninguém crava a opção na primeira vez. Vamos fazer um churrasco ou um almoço para reunir a família? Difícil escolher. E se a escolha estiver errada? Culpa sua, você que escolheu essa pizzaria lotada, eu queria ir àquela Temakeria. Escolhas, ó dúvida cruel! E você, como se sente em relação às escolhas? Tava pensando aqui...

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Tavapensandoaqui sobre os felizes.

Tavapensandoaqui sobre os felizes. Texto maravilhoso de Socorro Acioli, Cearense, cuja obra eu desconhecia. Gostei demais então colei aqui, vale a pena ler. "Sobre os felizes"
Existem pessoas admiráveis andando em passos firmes sobre a face da Terra. Grandes homens, grandes mulheres, sujeitos exemplares que superam toda desesperança. Tenho a sorte de conhecer vários deles, de ter muitos como amigos e costumo observar suas ações com dedicada atenção. Tento compreender como conseguem levar a vida de maneira tão superior à maioria, busco onde está o mistério, tento ler seus gestos e aprendo muito com eles.
De tanto observar, consegui descobrir alguns pontos em comum entre todos e o que mais me impressiona é que são felizes. A felicidade, essa meta por vezes impossível, é parte deles, está intrínseco. Vivem um dia após o outro desfrutando de uma alegria genuína, leve, discreta, plantada na alma como uma árvore de raízes que força nenhuma consegue arrancar.
Dos felizes que conheço, nenhum leva uma vida perfeita. Não são famosos. Nenhum é milionário, alguns vivem com muito pouco, inclusive. Nenhum tem saúde impecável, ou uma família sem problemas. Todos enfrentam e enfrentaram dissabores de várias ordens. Mas continuam discretamente felizes.
O primeiro hábito que eles têm em comum é a generosidade. Mais que isso: eles têm prazer em ajudar, dividir, doar. Ajudam com um sorriso imenso no rosto, com desejo verdadeiro e sentem-se bem o suficiente para nunca relembrar ou cobrar o que foi feito e jamais pedir algo em troca.
Os felizes costumam oferecer ajuda antes que se peça. Ficam inquietos com a dor do outro, querem colaborar de alguma maneira. São sensíveis e identificam as necessidades alheias mesmo antes de receber qualquer pedido. Os felizes, sobretudo, doam o próprio tempo, suas horas de vida, às vezes dividem o que têm, mesmo quando é muito pouco.
Eu também observo os infelizes e já fiz a contraprova: eles costumam ser egoístas. Negam qualquer pequeno favor. Reagem com irritação ao mínimo pedido. Quando fazem, não perdem a oportunidade de relembrar, quase cobram medalhas e passam o recibo. Não gostam de ter a rotina perturbada por solicitações dos outros. Se fazem uma bondade qualquer, calculam o benefício próprio e seguem assim, infelizes. Cada vez mais.
O segundo hábito notável dos felizes é a capacidade de explodir de alegria com o êxito dos outros. Os felizes vibram tanto com o sorriso alheio que parece um contágio. Eles costumam dizer: estou tão contente como se fosse comigo. Talvez seja um segredo de felicidade, até porque os infelizes fazem o contrário. Tratam rapidamente de encontrar um defeito no júbilo do outro, ou de ignorar a boa nova que acabaram de ouvir. E seguem infelizes.
O terceiro hábito dos felizes é saber aceitar. Principalmente aceitar o outro, com todas as suas imperfeições. Sabem ouvir sem julgar. Sabem opinar sem diminuir e sabem a hora de calar. Sobretudo, sabem rir do jeito de ser de seus amigos. Sorrir é uma forma sublime de dizer: amo você e todas as suas pequenas loucuras.
Escrevo essa crônica, grata e emocionada, relembrando o rosto dos homens e mulheres sublimes que passaram e que estão na minha vida, entoando seus nomes com a devoção de quem reza. Ainda não sou um dos felizes, mas sigo tentando. Sigo buscando aprender com eles a acender a luz genuína e perene de alegria na alma. Sigamos os felizes, pois eles sabem o caminho...

(Autora: Socorro Acioli - Escritora)

domingo, 6 de agosto de 2017

Tavapensandoaqui que Amélia decidiu trabalhar

#tavapensandoaqui que Amélia decidiu trabalhar. 
Com diploma do ensino superior na mão, falando três línguas estrangeiras, Amélia foi até o local onde estavam solicitando “Vagas para auxiliar de entregas no exterior: desejável falar três línguas, ter boa aparência, disposição, disponibilidade para trabalhar finais de semana e diploma do ensino superior. A empresa oferece transporte e refeições”. 
O local da seleção estava repleto de gente e ela seguiu a fila que fazia um “U” até se posicionar no terceiro quarteirão. Assustou-se com a rapidez com que a fila se movimentava e em poucos minutos estava na rua onde podia ver a entrada da casa onde se fazia a seleção. Pessoas entravam com a mesma velocidade que saíam e ela logo chegou ao portão onde respondeu às perguntas do segurança em três línguas diferentes. Quem não respondia era descartado na porta. Admitida no recinto, ela dedicou alguns minutos ao preenchimento da ficha de número 287 onde algumas perguntas tinham que ser respondidas nas três línguas que a pessoa dominava. Ela era de classe média, sua fluência nas línguas Italiana, Inglês e Frances vinham da família Italiana onde ela nasceu e da adolescência no Canadá onde as línguas Francesas e Inglesas são obrigatórias para se virar por lá. 
Terminada a ficha aguardou sua vez e fez a entrevista. O cargo era de “Auxiliar de entregas no exterior” e ela ficou feliz quando disseram que ela estava apta para a vaga. Dia seguinte se apresentou trajando roupa confortável, como foi recomendada pela empresa, pois ela seria treinada para exercer a função. A empresa fornecia transporte e refeição e ao se apresentar para o trabalho foi levada junto com outras pessoas para o transporte que a levaria para o local do trabalho. 
O motorista levou-a até o pátio onde lhe aguardava uma Besta, aquela Van para nove passageiros. Recebeu uma mochila e um avental verde e azul. Sentou-se junto aos demais e abriu a mochila que dentro tinha uma boa quantidade de panfletos do ultimo lançamento imobiliário de um bairro nobre. No fundo da mochila um pequeno pacote embrulhado em papel alumínio trazia o lanche que ela poderia comer em quinze minutos do intervalo, conforme lhe avisaram. Ela arguiu ao chefe: “Vamos entregar panfletos nos cruzamentos da cidade?” ao que o chefe respondeu: “Sim, um trabalho bem puxado, faça chuva ou faça sol, fins de semana, estaremos sempre alertas!”. Ela retrucou: “Mas para que falar três línguas e tudo o mais?”. O chefe respondeu: “Porque somos uma cidade turística e temos que estar preparados para atender pessoas do mundo todo. Vai que eles tenham dúvidas e perguntem alguma coisa para nós?”. 
E assim Amélia começou a trabalhar. Pois é. 
As vagas disponíveis atualmente para executar funções básicas, exigem que você tenha formação “genérica e específica” em diversas ferramentas, diploma superior ou superior ao superior, conheça vários idiomas, tenha horário flexível, condução própria, garra, energia, boa comunicação, boa aparência, disponibilidade para viagens, trabalho em equipe, espírito empreendedor e muito mais. Velhos, negros, gays, gordos ou feios serão descartados sem que isso seja feito de forma clara, pois o patrulhamento do politicamente correto estará atuante. Quando você vê a remuneração oferecida de até três salários mínimos, percebe que estão lhe fazendo de besta. Não tem como escapar. Certo estava Ariano Suassuna quando disse: “É tanta qualidade que exigem para dar emprego que não conheço um patrão com condições de ser empregado”. Tava pensando aqui...

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quinta-feira, 29 de junho de 2017

Tavapensandoaqui no homem do século passado

Tavapensandoaqui no homem do século passado. Aquele que atendia ao telefone com fio, assistia TV em preto e branco e ouvia radio em ondas curtas. Alguns mais abastados tinham vitrolas onde tocavam os LPs de 78 rotações. Se você procurar bem ainda deve encontrar alguns exemplares desses homens primitivos em perfeito estado de funcionamento andando pelas ruas, com suas calças largas gastas pelo tempo e arrastando pelo chão, sapato de couro gasto, mal engraxado, reparado pelas meias-solas e com suas camisas sociais puídas, gastas pelo tempo que são testemunhas de muita experiência de vida. Pode vê-los indo em direção a uma praça para encontrar outros seres primitivos e juntos darem comida aos pombos ou jogarem uma partidinha de damas ou um carteado. Esse homem primitivo caminhava uns bons quilômetros para ir de casa ao trabalho, usava roupas cinzentas, sem cores (será que as roupas não tinham cores ou eu me lembro disso porque vejo as fotos antigas em preto e branco?). Esse homem do passado vivia em casas com bom espaço de quintal onde criava animais e onde ficava a bancada de ferramentas que servia para fazer os reparos do telhado, das calhas, dos sofás que perdiam uma ou duas pernas e eram amparados por listas telefônicas, ou ainda usar as lixas para desenferrujar as cadeiras e mesas da cozinha que enferrujavam depois da primeira semana após terem chegado das lojas Arapuã. O homem antigo esperava pelo aquecimento das válvulas do aparelho de televisão, esperava que a imagem fosse se formando e aumentando até atingir as bordas das velhas Telefunken. Subia em telhados para arrumar a antena da televisão. Aos gritos das mulheres dizendo “mais prá lá ou mais pra cá” o homem primitivo “trepava” nos telhados para arrumar a antena espinha de peixe e depois sentava ao sofá para ver, babando (mais de sono do que de desejo, diga-se de passagem) as belas Chacretes nas tardes de sábado. Agora estamos numa nova era. Já passamos por diversas delas, tivemos o homem Paliolítico, o Mesolítico e o Neolítico. O homem de hoje não espera mais nem um minuto por nada. Quer tudo imediatamente. É informação imediata, resposta imediata, lucro imediato, decisões imediatas. O que demorava horas para ser feito, agora demora minutos e o homem de hoje não tem paciência de esperar. A comida fica pronta em minutos no microondas. A água fervente faz o macarrão no copo ficar pronto imediatamente. A comida pedida pelo aplicativo tem que chegar em minutos, quente e fresquinha. Ao sentar-se à mesa o garçom deve estar ao seu lado atendendo ao pedido. E a comida tem que vir no minuto seguinte. A televisão é ligada e a imagem aparece instantaneamente. O clique no site da Internet tem que responder em segundos. Tudo agora é imediato. Com isso, a pressa de quem pede contamina a calma de quem é cobrado. A população fica ansiosa, em estado de ansiedade. Olhos arregalados, esbugalhados pelo acompanhamento do videogame de ultima geração. A população atual está ansiosa por novos recursos nos celulares, novas formas de assistir filmes em 3D, novas maneiras de aprender a falar línguas em semanas. A ansiedade cresce, remédios são criados para combater as doenças na ânsia de buscar saúde imediata e rapidamente. Fazer exercícios deixou de ser suficiente, o auxílio de produtos energéticos acelera o crescimento dos músculos visíveis e diminui os outros que estão escondidos dentro da cueca. Estamos entrando agora na era do homem Ansiolítico. Não é não? Tava pensando aqui...

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Tavapensandoaqui na evolução do CPD para empresa de Soluções de TI

Relembrando uma das cronicas do livro #tavapensandoaqui, sobre o profissional de TI e sua desvalorização no mercado de trabalho.


Tavapensandoaqui na evolução do CPD para empresa de Soluções de TI. Centro de Processamento de Dados – CPD - era o nome pomposo do local onde ficavam os computadores mainframe no século passado e todas as grandes empresas tinham orgulho de mostrar aos clientes, fornecedores e concorrentes. No CPD envidraçado para todos verem, trabalhavam profissionais bem remunerados para fazer as informações da empresa fluírem de forma correta dentro da empresa. Grandes computadores ocupavam salas refrigeradas, esterilizadas e com cabeamento subterrâneo para manter os caríssimos equipamentos. Um programador em inicio de carreira ganhava por mês 8 vezes o valor de uma mensalidade de Faculdade de Engenharia (eu próprio). De CPD a área passou a chamar Informática. Nesta época chegaram os PC, Personal Computers com seus vídeos cabeçudos, suas impressoras matriciais portáteis e seus abafadores de ruído enormes, verdadeiros trambolhos. De Informática a nomenclatura evoluiu para Soluções de TI – Tecnologia da Informação. E o telefone celular hoje tem mais capacidade de processamento que um CPD antigo. E o técnico em TI hoje ganha menos que o dobro de uma mensalidade de uma Faculdade de Engenharia. O que aconteceu entre o tempo do CPD e a atual fase de Soluções de TI? Aconteceu que as grandes empresas inventaram que deveriam trabalhar apenas no seu nicho de especialização e retiraram de dentro de si os profissionais que não tinham nada a ver com a sua atividade principal. Por exemplo, um Banco ou Fábrica não precisam de uma profissional que varre o chão, limpa os móveis e os banheiros. Terceirizou. Não precisa de alguém para fazer o cafezinho e o almoço do pessoal. Terceirizou. Não precisa de um segurança. Terceirizou. Não precisa de um especialista em eletricidade e ar-condicionado. Terceirizou. Não precisa de um profissional de TI. Terceirizou. O que aconteceu em comum com todas estas profissões? Uma faxineira de uma grande empresa ganhava melhor e tinha benefícios que a empresa dava. Perdeu tudo. Uma cozinheira e um garçom? Idem. Um segurança? Idem. Um mecânico e eletricista de manutenção? Idem. Um profissional de TI? Idem. E hoje o profissional de Tecnologia de Informação é considerado um prestador de serviço igual aos outros com a diferença que não usa uniforme. Ainda. Se bem que já vi os profissionais, acho que são da Harry Potter IT Solutions, pois entram no cliente portando a camisa azul escuro com as iniciais da empresa. Tava pensando aqui..

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Tavapensandoaqui que o impossível é só questão de opinião

Tavapensandoaqui que o impossível é só questão de opinião. Todos nós sabemos. Ou será que só os loucos sabem? Todo mundo tem um amigo louco. Se você não tem um, pare para pensar ou pense andando mesmo e veja se o louco é você. 
Todos nós devemos ter um sonho que desejamos realizar. Tudo que pensamos pode se tornar realidade, segundo consta em vários pensamentos filosóficos postados nas redes sociais e escritos em livros de auto-ajuda. Esse é o tal “Segredo” que um monte de fofoqueiros contou para todo mundo. Já aconteceu comigo. 
Quando eu era vice-troço de um sub-treco, década de 80, na minha gestão fizemos uma festa de fim de ano e compramos diversos mimos para distribuir no bingo beneficente em beneficio do próprio clube. Quando comprei o LP da minha roqueira preferida, olhei para ele e disse “é meu”. Tenho testemunha, embora não me lembre quem seja. Nessa época os artistas lançavam um LP por ano. 
Esses discos eram caros, não era todo mundo que tinha vitrola para tocar os discos e nem todos tinham poder aquisitivo para comprar um monte deles. Chegou no dia do bingo, a minha cartela daquele mimo foi a vencedora. Poder do pensamento. Um amigo tinha uma bicicleta com freio a tambor no pedal traseiro e começou a fazer macaquices pela pedreira que ficava na esquina da minha casa no bairro do Marapé em Santos. 
Falamos diversas vezes para ele não pular um determinado obstáculo e ele acreditou que era possível. Foi com tudo. Depois que saiu do hospital com fraturas em diversos lugares acabou se recuperando bem. Acho que era um cara de pouca fé. 
Quando você deseja muito alguma coisa com muita fé o Universo conspira para realizar seu desejo. O Universo atualmente está muito cheio de pedidos para ganhar na Mega Sena, melhor não insistir neste desejo. Para conseguir aquilo que você deseja você deve ter fé e merecimento. Se tiver dinheiro talvez o pedido seja mais fácil de realizar. Mas se esse não é seu caso, muito trabalho será necessário para o sonho ser alcançado. 
Eu me formei recentemente como Coach e um amigo recente se interessou pelo assunto e me pediu uma explicação sobre o que se tratava. Eu lhe disse que se fosse explicar matematicamente, diria que é uma forma prática de chegar do ponto “A” ao ponto “B” de maneira rápida. Ele perguntou então se era igual ao Ubber. Eu lhe disse que não. Que era uma forma de tornar seu sonho realidade. 
Ele disse que tinha um sonho de ganhar um milhão de reais. Perguntei o que ele estava fazendo para realizar o sonho. Ele disse que não estava fazendo nada de especial, jogava na loteria de quando em vez. Disse-lhe que, caso ele não fizesse nada, não iria ter um milhão do dia para a noite. Perguntei-lhe o quanto ganhava ao mês. Peguei o valor que ele me passou e usei como divisor para o valor de um milhão. Ao ver o resultado em anos, ele decidiu que seu sonho agora era juntar uns vinte mil reais. 
Podemos também ajustar nossos sonhos, mas o impossível é mesmo questão de opinião. Que tal pensar sobre o assunto? Qual o seu sonho? Você está trabalhando para torná-lo realidade? Tava pensando aqui...

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Tavapensandoaqui que estou cansado de tanta falcatrua

Tavapensandoaqui que estou cansado de tanta falcatrua. São tantas falsidades, tanta gritaria, mentiras e tanta sujeira escondida na manga que nem vou te falar. Em toda parte que se olhe é a mesma coisa. Sinais secretos são combinados e usados para se comunicar e trapacear. O jogo é desonesto e é feito com cartas marcadas. Acusações, berros, palavrões e murros sobre a mesa são trocados entre as diversas facções. Até tem vezes que se sobe literalmente na mesa! A mentira é a tônica de todas as jogadas. Acusações de ladrão são ouvidas por todos os cantos. Dedos são apontados contra os narizes alheios. Cara a cara os valores que cada um defende são confrontados. Cospe-se na cara alheia. Quebra-se a palavra a toda hora. Blefa-se o tempo todo. Cumplicidade tem nome de parceria. Para superar as dificuldades cada equipe joga por si própria e tenta tirar vantagem de qualquer situação. Não importa quantos serão prejudicados pelas mentiras, blasfêmias e pelo roubo descarado. E tudo isso vem acontecendo ano após ano. Parece que vai melhorar e cada vez piora. Se gasta muito tempo e dinheiro para manter as conquistas. Tudo isso cansa. Você se dedica e faz de tudo para ser correto e no fundo vê que não compensa. Tenta fazer o jogo conforme as regras, mas é impossível jogar esse jogo com honestidade. A regra do jogo é roubar, é berrar, é intimidar o adversário, é apresentar argumentos falsos e tirar vantagem dessa estratégia. É enviar sinais secretos para seu cúmplice, usar codinomes para esconder a verdadeira identidade, enganar, ludibriar. Tem até àqueles que se disfarçam de santos, mas no fundo tem a sua parcela de culpa e roubam tanto quanto todo mundo. Tudo isso me cansou demais. O jogo é sujo demais. Desonesto. A enganação supera qualquer ética. Esse ano foi a gota d’água. Já tomei minha decisão de desistir e sair em caráter irreversível disso aqui. Caráter irrevogável. Essa é a minha decisão: nunca mais participo do torneio de Truco. Ano que vem vou apenas me inscrever nos torneios de Buraco e Tranca. Tava pensando que eu estava falando do que? Eu heim! Se bem que me parece muito com a situação atual de certo país. Tava pensando aqui...

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Tavapensandoaqui que Al Capone só foi preso por sonegar imposto de renda

Tavapensandoaqui que Al Capone só foi preso por sonegar imposto de renda. Todos sabiam que o cara mandava matar, corrompia todo mundo, comandava o tráfico de bebidas, de drogas, de empregadas, faxineiras, de bebês, tirava pirulito da boca de criança, jogava bituca de cigarro na rua, comandava a prostituição, tinha a polícia no bolso e o cara foi preso por sonegação de imposto. Ou seja, todos sabiam, mas faltavam provas. A falta de provas impedia a colocação de um verdadeiro crápula e facínora na prisão. Que tal procurar recibo falso de médico na declaração de certa pessoa, ao invés de ficar procurando picuinhas nas nossas declarações, heim dona Receita Federal? #ficaadica

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Tavapensandoaqui sobre o amigo fantasma

Tavapensandoaqui sobre o amigo fantasma. Aquela pessoa que nunca escreve nada no grupo, não responde quando se faz a pergunta sobre reunir o pessoal, não curte nem comenta nada que os amigos produzem e nem acredita nas redes sociais. Só entrou porque todo mundo tem. Ela então resolve fazer anúncio vendendo, convidando ou oferecendo alguma coisa e quer que a gente responda. Passou na fila da noção nenhuma vez. Na fila da reciprocidade zero vez. A fila do "é dando que se recebe" também pulou. Não é indireta para ninguém, é só um pensamento que me veio por aqui. Ah, você é um desses? Uia, nem lembrava que você tinha rede social. Me chamou para curtir sua página? Fiz igual a você, fingi que não vi. Mentira minha. Eu prestigio todo mundo que me chama. Se eu não te prestigiasse eu seria igual a você e não sou. Mas pare para pensar sobre isso. Se conseguir pensar andando, melhor ainda. O ser humano tem necessidade de reconhecimento, de aceitação. O relacionamento é construído com reciprocidade. É bom bater um papo e trocar ideias com os amigos no bar, no churrasco, na pizzaria. Hoje isso é feito pelas redes sociais também. Quando você interage, conversa, comenta, participa, curte e faz parte das brincadeiras, você passa a ser lembrado. E quando você manda seu currículo, a gente até indica para nossos contatos dizendo que você é uma pessoa legal. Tava pensando aqui...

sábado, 8 de abril de 2017

Tavapensandoaqui em agradecer somente hoje

Tavapensandoaqui em agradecer somente hoje. Agradecer pelo sol que nos ilumina e ao ar que respiramos. Agradecer pelo mar que nos rodeia. Agradecer pelas nuvens que nos protegem do sol e nos trazem as bênçãos da chuva. Agradecer pela centelha de vida que habita o meu corpo a qual alguns chamam de alma. Agradecer pelo fato de viver. Agradecer por ter nascido, filho dos meus pais. Agradecer pelo dom da razão, da inteligência, do amor, da compaixão. Agradecer por enxergar, por ouvir, por falar e por sentir o aroma das flores. Agradecer pelos bens materiais que posso ter e manter. Agradecer por ter um trabalho que me proporciona conforto na minha vida e na vida de quem convive no mesmo teto que eu. Agradecer por criar uma família. Agradecer pela oportunidade de evoluir com os ensinamentos de tantos mestres que passaram pela minha vida. Agradecer pelos amigos que me rodeiam. Agradecer à saúde que tenho e a saúde que tem os meus parentes de familiares. Agradecer ao povo do meu país que trabalha duro e produz com todas as forças. Agradecer cada fio de cabelo que nasce no meu couro cabeludo. Agradecer aos cientistas e pesquisadores que se esforçam para nos trazer o progresso. Agradecer aos meteoros que acabam com a vida na terra de tempos em tempos e que neste momento não estão caindo na Terra. Agradecer aos extras terrestres que ainda não encontraram o nosso planeta. Agradecer as abelhas que produzem o mel que adoça nossa vida. Agradecer à formiga que deve fazer alguma coisa útil aqui na Terra além de encher meu açucareiro. Agradecer ao mosquito que está aqui me rodeando... Todos nós temos que ter nosso momento Pollyanna. A personagem via otimismo em tudo que a rodeava e sempre extraía algo de bom e positivo de todas as situações, mesmo as mais desagradáveis. A gratidão gera um clima de otimismo em torno de todos que nos rodeiam. Agradeça a uma ajuda, agradeça a uma crítica pertinente. Agradeça um abraço amigo ou um beijo sincero. Agradeça uma boa ideia que alguém pode lhe dar em uma conversa informal. Agradeça com o coração, pois esse agradecimento faz o outro se sentir importante pela contribuição que ele lhe proporcionou. O agradecimento faz sentir-se feliz. A felicidade não está nas conquistas materiais. A felicidade está nos presentes que a vida nos dá. O nascer e o pôr do sol, as estrelas, os pássaros, o sorriso dos amigos, a alegria de uma criança, o reconhecimento do seu bicho de estimação. Agradeça ao Ser Superior ou Entidade em quem você acredita e põe toda a sua fé, seja ele chamado de Deus ou de outro nome qualquer. Agradeça somente hoje com toda a força e determinação. Agradeça a todos estes presentes que a vida nos dá, pois o resto nós mesmos construímos com fé, força, determinação e autoconfiança. O sábio agradece às pessoas que acreditaram nele porque o ajudaram a se sentir abençoado, mas agradece também àqueles que o desqualificaram, pois foram eles que o ensinaram a ser um guerreiro. E você? O que você tem para agradecer somente hoje? E lembre-se, amanhã será um novo hoje. Experimente fazer o exercício do agradecimento diariamente. Mudará sua vida, mudará sua forma de enxergar o mundo, mudará sua onda mental. Depois me conte como isso mudou sua vida. Tava pensando aqui...

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segunda-feira, 3 de abril de 2017

Tavapensandoaqui na atualização do computador.

Tavapensandoaqui na atualização do computador. Depois de dois meses recebendo mensagem dizendo que o determinado software tem instalações importantes para realizar no meu novo computador branquinho e lindo, decido deixar a atualização ser atualizada. Tentando deixar de lado aquela ideia de que não vai dar certo, que vai travar o computador, que depois vai ter que reiniciar e na volta o computador não vai ligar e tudo o mais, aceito. Afinal paguei uma fortuna num curso que me incentiva a identificar e ressignificar minhas crenças limitantes. "Não vai dar certo" é algo que não se deve pensar porque o ser humano tudo pode com o poder de seus pensamentos. Esse é “O segredo”. Tão secreto que lançaram filmes, livros, vídeos, palestras, vivências e todos estão sabendo do segredo. Bando de fofoqueiros, isso sim. O Universo lhe devolve e conspira para realizar tudo aquilo que você imagina na sua mente. Meu avô acreditava fervorosamente que iria ganhar na loteria e nada aconteceu. Meu pai tinha fé no jogo do bicho e nada acontecia. Acho que naquela época o Universo não tinha antenas com tanta tecnologia para captar o pensamento de todo mundo que imaginava coisas legais como deve ter hoje. Seguindo na atualização do computador, meia hora depois de aceitar a instalação eu vejo uma mensagem escondida perguntando se permito. Penso "Porra, ainda tá aí? Tá esperando o que para começar? Aceito é claro, pois afinal, eu tenho alternativa de não aceitar e você parar de encher meu saco?". O software de instalação infelizmente não entende a indignação dos meus pensamentos e age como um ser humano puro e angelical no qual todos nós queremos um dia nos transformar comprando cursos caros vendidos por um monte de gurus das mais diversas escolas transcendentais. Mas o xingamento mental vale para desabafar o dia estressante de um ser humano normal que não transcendeu e nem chegou ao estado de pureza da alma. Se assim fosse, eu seria luz. Como tenho que pagar muito pecado por aqui neste planeta, eu estou por aqui vivinho e vivendo. Enfim, depois de continuar trabalhando no computador, novamente olho uma mensagem escondida "Falha ao fazer o download dos arquivos necessários". Legal, muito dez. Outro computador cor de rosa que tenho, herança das vontades da filha que escolheu a cor, mas que "ressignifiquei" em parte para a cor azul, para trabalhar com ele pois é bom, tem 189 atualizações do Windows 7 pendentes para fazer sendo que 123 delas são importantes e as restantes nem tanto, porém ele acha que deve fazer assim mesmo. Se não é importante, para que quer fazer? Vai só trocar a cor de um botão? Vai trocar a setinha pela mãozinha? E não adiantou eu aceitar as atualizações nem deixar o computador ligado o dia todo que não instala um único item e fica travado enquanto instala. Procurei especialista, sim, muito especialista. O diagnóstico foi que tem que formatar o HD. Eles não sabem nada, dizem sempre que o HD está corrompido. Corrompido é nosso sistema político, isso sim. Eles formatam o HD e dizem que resolveram o problema. E não resolvem. Haja ressignificação para esse povo. Preciso meditar. Atingir o nirvana. Ah, mas se eu pego esse tal de nirvana um dia eu atinjo ele no meio dos zóios! Ommmmm.... Tava pensando aqui...
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segunda-feira, 13 de março de 2017

Tavapensandoaqui na saudade dos tempos da bola na rua

Tavapensandoaqui na saudade dos tempos da bola na rua. Tempos onde o Negão era nosso amigo de rua, o Balofo ou Rolha de Poço era um sujeito engraçado que todos gostavam de zoar e do Cabeção que era gente fina. Do Baiano que não era do nordeste, muito menos da Bahia e mesmo assim era chamado de Baiano, do Mano, do Espinho, do Cerveja e do Pituca que tinham nomes de batismo muito bonitos, mas era pelos apelidos que eram conhecidos pelos colegas do bairro. Das peladas na rua que parava a cada automóvel que passava. Da vizinha que não devolvia a bola. Dos dedos sem tampa ou sem unhas de tanto chutar paralelepípedo ao invés da bola. Saudades da violeta genciana que deixava as pernas toda colorida ao final de cada partida de futebol. Saudades do mertiolate que ardia ao ser colocado nos esfolados dos joelhos e mesmo com a pessoa assoprando ardia mais ainda. Já dizia minha falecida sogra “O que arde cura, o que aperta segura!”. Saudade de jogar na chuva, de escorregar correndo atrás da bola, de tomar bolada no rosto com a bola Dente de Leite. De colocar o pior jogador da rua para catar no gol. De quebrar o lustre da garagem do prédio com a bolada certeira no ângulo do gol formado pelos pilares. De chegar a casa chorando com a boca sangrando pela briga de rua e ser repreendido pelo pai de que se voltar para casa chorando de novo apanhava dele também. De comprar o ki-chute para jogar nas quadras de cimento. De ter o tênis bamba branco novinho pisado por todos os colegas do colégio. De andar de chinelos “havaianas” sem grife, daqueles que não tinham cheiro nem soltavam as tiras. A moda era virar a sola para cima e ter uma havaiana na cor preta ou azul. Aliás, me intriga o fato das havaianas não soltarem as tiras e mesmo assim a gente conseguia colocar a sola para cima e a parte que se pisava virada para o chão. Saudades de andar de bicicleta e deixar as marcas dos pneus pela calçada. Dos carrinhos de rolimã dos quais eu nunca achei graça, visto que morei em Santos e não tem ladeira na cidade. Tínhamos de andar nos carrinhos com outros empurrando para ganhar velocidade e eu achava menos graça ainda quando era eu quem tinha que empurrá-los. Saudades de nos dias de chuva montar o tabuleiro do futebol de botão e participar dos campeonatos com os colegas da rua. Cada um trazia seu time do coração com goleiros feitos de caixas de fósforo personalizadas com papel colorido e fita adesiva e botões feitos com as tampas dos relógios de pulso. Além dos campeonatos de botão, jogos de tabuleiros eram muito usados na época, jogos como War, Ludo, Dama, Xadrez, Detetive e Banco Imobiliário. Escutei outro dia uma comparação genial utilizando o exemplo de um desses jogos, onde a palestrante disse que ser famoso nas redes sociais é tão relevante quanto ser rico no Banco Imobiliário, ou seja, não serve para coisa nenhuma. Para mim fez sentido. Hoje a nova geração tem outros valores. Os tempos são outros, eu sei. Tava pensando aqui...
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quarta-feira, 8 de março de 2017

Tavapensandoaqui na compra de veículos usados

Tavapensandoaqui na compra de veículos usados. Meus primeiros carros foram comprados com o dinheiro suado do meu trabalho, meus pais nunca quiseram ter um carro e nem poderiam tê-lo com a renda apertada que tínhamos. Juntei meus primeiros dinheiros e os valores de um carro zero quilometragem eram inalcançáveis para o meu poder aquisitivo, que nem me atrevo a chamar de poder, ficaria melhor se chamasse de fraqueza aquisitiva. Parodiando uma amiga e adaptando a frase, era o que tinha para ontem. Meu primeiro fusca 1962 comprado em 1979 tinha quatro velas, duas apagadas. Andava normalmente, mas começou a andar normalmente melhor quando acendi as quatro velas. Também fui proprietário de um Passat 1979 que soltava aquela fumaça branca pelo escapamento, igual a fumaça que sai do Vaticano na eleição do Papa. Não precisava trocar óleo, só precisava completar com três litros a cada mil quilômetros. Recentemente adquiri uma Scooter usada do ano de 2006. Modelo Neo, nome do personagem do filme preferido, Matrix. Eu precisava de uma moto, pois o deslocamento em São Paulo com hora marcada é simplesmente impossível se for feito de automóvel ou transporte público. Dois compromissos meus se acumularam em um mesmo dia da semana e a solução que achei foi essa. Achei-a num bairro quase na divisa de São Paulo com Cotia e a proprietária era cuidadosa com o veículo, nunca sofreu acidente com ele. Ao ligar o veículo para mostrar que tudo funcionava, a luz do painel que indicava a conversão à esquerda não acendeu. Sem problema, as luzes das laterais estavam normais. Comprei-a e logo ao encher o tanque, a tampa não conseguia conter toda a gasolina e tive que providenciar uma nova. Esperei duas semanas para receber a bendita tampa. Enquanto não chegava, andava com o tanque de combustível abaixo da capacidade média. A chave do contato trancava o guidão, agora não trava mais. Afundou alguma coisa e não fico mais com a moto travada. Ninguém vai querer roubar mesmo, então não me preocupo com isso. Sempre fui a favor de comprar veículos novos, para que esses pequenos detalhes não me aborrecessem. Eu só consegui comprar carro zero após uns 12 anos trabalhando. A partir daí, veículos zerinho ornaram minha garagem. A compra de usados sempre causa surpresa. As rodas novinhas encobrem o problema de alinhamento, que é descoberto quando os pneus começam a desgastar nas laterais. A pintura novinha encobre batida não informada quando compramos o veículo. A parte elétrica pode sempre causar alguma surpresa. A bateria nova esconde o problema de fuga de corrente em algum canto não identificado do veiculo e de uma hora para a outra você fica na mão com pane elétrica. Aliás, tenho andado com minha Scooter pelas ruas de São Paulo e com minha boa pontaria acerto vários buracos. Já fiz Motocross e isso me dá certa habilidade em manter o equilíbrio nessas situações. E a luz interna do painel que indica a conversão à esquerda agora está funcionando. Vai entender. Quem sabe um próximo buraco acerta o problema da trava do guidão? Tava pensando aqui...

quarta-feira, 1 de março de 2017

Tavapensandoaqui nas coisas que fazem isso e aquilo

Tavapensandoaqui nas coisas que fazem isso e aquilo. Já reparou quantos produtos são anunciados que fazem isso e aquilo também? Esse assunto me chamou a atenção quando vi um produto que prometia lavar os meus cabelos “E” o meu corpo. Isso mesmo, shampoo e sabonete na mesma embalagem. Eu sou virginiano, sou prático e me vi diante de um sabonete-shampoo ou shampoo-sabonete. Eu conhecia shampoo “E” condicionador que facilita a vida dos homens que tem cabelos. Mulher prefere comprar separado. Tem shampoo que combate a caspa. Outro que não arde nos olhos. Fiquei confuso. Posso usar o shampoo-sabonete e depois o shampoo-condicionador? O cabelo vai passar duas vezes pelo shampoo. Ele vai dizer “Opa, já estou limpo, shampoo de novo?”. O produto que faz muitas coisas ao mesmo tempo é melhor que aquele que faz somente uma única coisa? Acho que as mulheres, durante o banho, preferem passar o sabonete que deixa sua pela limpa “E” perfumada, shampoo que limpa “E” mantém a cor dos cabelos pintados e depois passar o condicionador que amacia “E” dá brilho aos cabelos. E depois do banho elas passam um creme que hidrata a pele “E” causa uma sensação de frescor. Depois a mulher passa um creme nos pés que promete hidratar “E” retirar as células mortas deixando os pés suaves “E” delicados. Todo produto que faz uma coisa promete também fazer mais alguma coisa por você. Repare nas propagandas. Os publicitários adoram achar muitas qualidades nos produtos que anunciam. O creme dental combate as cáries “E” elimina as placas bacterianas. Outro deixa seu hálito refrescante “E” protege por 12 horas. Pergunto-me: quem fica sem comer por 12 horas? O desodorante protege contra a transpiração “E” protege por 48 horas. Pergunto-me novamente: para que serve proteção no sovaco por 48 horas? A pessoa não toma banho não? O protetor solar protege por até 5 horas “E” não sai na água. As lentes “lux alguma coisa”, escurecem quando estão ao sol “E” clareiam na escuridão. Sua visão fica clara “E” cristalina. O absorvente protege confortavelmente “E” deixa você usar calça branca. O amaciante de roupas deixa sua roupa macia “E” cheirosa. O sabão em pó remove as manchas “E” perfuma sua roupa. E então o que você acha melhor? Comprar alguma coisa que só atua de um jeito ou que além de fazer o que deve ser feito ainda faz mais por você? Lembro-me da história do pato, que faz várias coisas... tava pensando aqui...
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Tavapensandoaqui no carnaval

Tavapensandoaqui no carnaval. Estive em Santos uma semana antes desse carnaval de 2017 e eles já fizeram todos os desfiles. Pasmem. A prefeitura antecipou o carnaval, dizendo que assim o folião Santista pode ir pular no Rio de Janeiro. Vai entender. Em minha opinião, todos gostam de carnaval no Brasil. Discorda? Tem certeza? Quem diz que não gosta de carnaval aproveita o feriado prolongado para se retirar, ir para hotéis fazenda, cidades mais afastadas do interior, fazer caminhadas, fazer uns roteiros espirituais, roteiros gastronômicos, colocar a leitura de livros em dia, estudar para alguma coisa, ir para o Chile, Argentina ou Miami. Vai me dizer que a maioria não faz isso? Fazem sim. Nosso feriado de carnaval é conhecido mundialmente. Todo brasileiro gosta de carnaval, quer seja curtindo o próprio carnaval com seus trios elétricos, blocos de rua e escolas de samba ou aproveitando o feriado de outra maneira. E não me venham com esta conversa mole de que o Brasil tem muito feriado. Melhor pesquisar um pouco antes de afirmar isso. Já pensaram em quanto o carnaval é importante para o Brasil? O carnaval brasileiro movimenta a economia do país e o mercado de trabalho. As Escolas de Samba de todo o Brasil empregam milhares de pessoas. Carnaval de rua também. Vi várias pessoas desempregadas e com capacitação para exercer funções em empresas indo trabalhar nas ruas onde estavam os blocos de carnaval. Quem quer trabalhar sempre encontra um jeito. Quando acaba um desfile de carnaval os trabalhos para o ano seguinte já são planejados. Engenheiros, Arquitetos, Médicos e Artistas trabalham para as Escolas de Samba. Advogados também trabalham nos carnavais, principalmente nos contratos para que tudo funcione. Os músicos trabalham e se movimentam para compor o samba enredo das escolas que vão se apresentar com as suas baterias nos diversos sambódromos do país. Costureiras tecem milhares de fantasias. Artistas fazem verdadeiras esculturas e obras de arte para serem vistas nas avenidas. O que dizer então dos milhares de pessoas das comunidades que trabalham durante o ano inteiro para colocar sua escola na avenida? O orgulho destas pessoas não tem preço. Centenas de jornalistas são incumbidas de fazer as matérias e garantem seus empregos em função desta festa maravilhosa. O turismo é beneficiado no país inteiro devido ao feriado de carnaval, quer seja trazendo as pessoas para curtir a festa, quer seja levando as pessoas que não gostam da festa para os destinos alternativos desta época do ano. Os comerciantes que vivem desta festa sorriem de orelha a orelha vendendo fantasias, chapéus, plumas, máscaras, tecidos, bijuterias, maquiagem, cerveja e tudo o mais que representa o nosso carnaval. Por isso eu acho que todo brasileiro gosta de carnaval. Tava pensando aqui...