quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Se a Roberta Rosilho fosse gay?

Minha amiga virtual Roberta Rosilho escreveu o texto que reproduzo abaixo, porque achei muito legal. Desde que nos conhecemos fizemos muita brincadeira e ainda não tivemos oportunidade de nos ver ao vivo. Segue o texto:
"Se a Roberta Rosilho fosse gay???
... ela amaria crianças, e certamente teria um filho de nome Luiz Felipe, ela também trataria muito bem os cachorros e bichinhos fofos..., mas ainda morreria de medo de baratas.
Teria nascido em SP (lá na Maternidade São Paulo) e ainda pequena teria mudado para o Bairro Jaguaré, e teria ido várias vezes tentar morar no Nordeste, sem sucesso, é que a Roberta Gay também acharia que a qualidade de vida lá seria melhor, mas lá infelizmente não teria conseguido ganhar dinheiro para se estabelecer...
Ela teria um pai chamado Luiz e uma mãe chamada Carmen, e ela teria dois irmãos com os nomes de Alexandre e Renata, também teria as sobrinhas mais lindas do mundo de nomes Juliana e Beatriz e até um sobrinho neto chamado Kauan Daniel.
A Roberta, caso fosse gay, teria estudado Propaganda & Marketing, trabalharia com Organização de Eventos, e também estaria quebrando a cara com a crise no País.
A Roberta gay teria uma alegria ao acordar pq estava feliz sendo e fazendo o que ela acreditaria ser o melhor pra ela;
Se a Roberta fosse gay ela iria gostar muito de tomar coca cola no café da manhã, e cerveja aos fds;
Se a Roberta fosse gay ela também teria enfrentado vários tratamentos contra o Vitiligo sem sucesso algum;
Se a Roberta fosse gay o Brasil teria sido motivo de piada no Twitter de House of Cards, o VLT teria chegado a Santos, esse inverno ainda teria sido quente “bagaraio”, RJ seria uma das capitais mais violentas do país e os políticos seriam, em sua imensa maioria, corruptos;
Eu acho que se a Roberta fosse gay ela teria MUITA coisa parecida com a Roberta hétero, mas eu acho que a coisa mais parecida seria não perder tempo se preocupando com quem é ou deixa de ser gay!
Resumindo, é isso. Se a Roberta fosse gay, acho que vocês nem perceberiam a diferença aqui no Facebook, no meu trabalho e do mesmo jeito que ninguém sabe o que faço entre quatro paredes, certamente ninguém saberia nada sobre a Roberta gay também;
Então, me diz: Se a Roberta fosse gay... o que isso mudaria sua vida, sua opção, ou o seu caráter? Mas... Pera! Vale à pena discutir isso?"

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

#tavapensandoaqui que enfim chegaram os sessenta

#tavapensandoaqui que enfim chegaram os sessenta. Meus sessenta anos chegaram hoje. Ganhei lugar nos assentos preferenciais, entradas de graça em alguns eventos, vaga especial ao lado das entradas de Shoppings Centers e Supermercados, filas especiais. Que merda. Junto com isso chega a também chamada sabedoria. Sabedoria de não dar um soco na cara de um monte de sujeitos folgados que existem aqui nessa terra de ninguém na qual se transformou nosso país. A sabedoria impede de dar um tremendo murro na cara do sujeito por uma simples razão: hoje eles são maiores que a gente. Se der uma porrada num sujeito folgado desses, meu braço vai quebrar e se não quebrar com a cacetada que darei nele ele vai se voltar pra mim e me quebrar o braço e outra partes mais. E nós somos maiores que nossos pais, cuja idade que alcancei agora, muitos deles não chegaram com a saúde que tenho. Alguns nem chegaram vivos até aqui. Nessa idade que tenho nesse quatorze de setembro de dois mil e dezessete tenho muita história para contar. Vivi no tempo que a televisão produzia programas simples em preto e branco e que todas as pessoas acompanhavam. Programas de auditório e seriados estrangeiros além de tantos outros dominavam os horários nobres das três ou quatro emissoras de televisão que pegavam nas nossas casas com ou sem palha de aço na antena. Felicidade de jogar bola na rua com chuva ou sol, ralar o joelho no asfalto e passar mertiolate que ardia naquela época, ou quebrar a unha do dedão do pé e ir com ele para a escola, enfaixado com gaze vermelha do mercúrio cromo. Os pés dentro de um chinelo que não deixavam cheiro e não soltavam as tiras. A violeta genciana era utilizada para eliminar as herpes ou o bicho de pé que era adquirido ao andar descalço nas ruas de terra ou nas praias. A água era tomada da torneira depois de uma brincadeira de cabra-cega, pega-pega, amarelinha, pula-corda ou queimada. Os brinquedos soltavam as pequenas peças, eram verdadeiras armadilhas e sempre escapávamos delas. As balas não tinham furinho no meio, as canetas estouravam dentro dos bolsos dos adultos. Os jovens começavam a fumar com menos de quinze anos, fumavam dentro de casa, dentro dos restaurantes e nos escritórios. Isqueiros ou cinzeiros com belos desenhos ou belas imagens eram presentes ideais para se presentear como lembrança para um monte de gente depois de uma viagem para algum lugar distante. Águas de Lindóia, Serra Negra, Poços de Calda eram destinos distantes naquela época, pelo menos para mim que sou de Santos. Automóveis sem cinto de segurança e com toca-fitas de gaveta passaram pela minha vida. Belos tempos, belos dias. Agora sessenta. E a vida começa aos sessenta. Vamos em frente. Terceira idade, melhor idade, seja lá o que se chama hoje, chegou para ficar na minha vida. E passar. Como passaram os quinze, vinte, trinta, quarenta e cinquenta anos. Deus me guie. Tava pensando aqui...

sábado, 9 de setembro de 2017

#tavapensandoaqui em qual será o tamanho do seu troféu? Em palestras motivacionais escutamos por diversas vezes que o sucesso não acontece por acaso e nem acontece de um dia para outro. Vários exemplos históricos trazem este conceito e é efetivamente o diferencial para realização do seu sonho. A pergunta acima te desafia a pensar em qual será o tamanho do troféu que você quer colocar na sua estante. Ele será o símbolo de tudo o que você realizou na vida. Qual o legado que você deixa depois de partir? Como você quer ser reconhecido e lembrado? Que obras ficarão na Terra com a sua assinatura? Você quer o maior troféu no centro da sua estante ou um pequeno mimo de consolação esquecido no fundo de uma gaveta será o suficiente? E qual será o esforço necessário para alcançar o topo? Quais os sacrifícios necessários para concretizar o sonho? Quantas pessoas você vai deixar para traz para alcançar a sua meta? Você vai usar meios lícitos ou ilícitos para alcançá-la? Quantas questões. Para você se colocar no topo do pódio, os sacrifícios são imensos. Nenhum atleta de ponta está isento de dor e nenhum atleta de ponta desiste. Nenhuma conquista será conseguida sem luta, sem sacrifício, sem renúncias nem sem choro. Noites mal dormidas para estudar e conseguir um diploma serão recompensadas. Cada escolha será uma renúncia. É duro derrotar alguém que nunca se entrega. Perseverança é a arma de todo vencedor. O que te motiva? O que faz você levantar da cama e partir para a vitória? Além de tudo isso também será necessária uma dose de sorte. O que seria essa tão aclamada sorte? Sorte é estar no lugar certo na hora certa e para isso será preciso muito trabalho. Essa sintonia entre trabalho e sorte é atraída pelos seus pensamentos e pelo seu esforço. Pense vencer. Pense positivo. Exija o triplo e não o dobro. As opções são: vencer ou vencer. Meu ídolo do tênis certa vez acertou uma jogada difícil no penúltimo ponto de uma partida. Terminada a partida com a sua vitoria, o repórter lhe perguntou se ele treinava esse tipo de jogada e a resposta foi: ”Sim, treino muito e hoje finalmente acertei”. Um campeão tem presença de espírito, tem humor. Tem garra e tem talento. Tem esforço e tem foco. Qual o tamanho do seu troféu? O que você está fazendo da sua vida? Me procure. Sou Coach. Pense nisso. Tava pensando aqui...

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terça-feira, 5 de setembro de 2017

Tavapensandoaqui que vi um corpo estendido no chão

Tavapensandoaqui que vi um corpo estendido no chão. Ao descer do Metrô, no chão da plataforma, vi o corpo de uma mulher sendo atendida pelo prestativo pessoal do Metrô. Não sei se era nova ou velha. Com as pernas branquelas e um pouco roliças, jogadas ao chão, uma delas esticada e outra um pouco flexionada. Pés descalços, eu não vi onde estavam os sapatos. Eu caminhava por entre os passageiros que desciam do vagão do Metrô e via a cena por entre os corpos que se mexiam em direção à escada rolante. Vi no calcanhar da perna flexionada da vítima, uma tornozeleira preta sugerindo que tinha dores, inchaço, ou falta de firmeza na região do tornozelo. Os passageiros passavam por ela, olhando de relance sem parar. Duas pessoas estavam paradas em pé próximas a ela, um homem de meia idade com camiseta listada e uma moça mais nova e mais baixa que ele, cabelos pretos presos por alguma coisa de prender cabelo que eu não sei o nome. Não me deram a impressão de que fossem pessoas conhecidas da mulher caída. Além do funcionário que estava atendendo, outro funcionário da segurança do Metrô com seu cassetete pendurado à cintura dava cobertura para o atendimento. Na escada rolante vi alguns pescoços se virando em direção à cena para descobrirem algo mais e uma senhora cabelos loiros não desgrudou os olhos até que a escada chegasse ao topo. Pensei em ter uma visão melhor ao subir a escada e fui seguindo a fila para subir à dita cuja rolante tal qual o gado segue para o local do abate afunilando um a um até entrar pela porteira.  Dia de semana, horário de entrada ao serviço, composições sempre lotadas, as pessoas passavam e viravam o pescoço, para ver se viam o que estava acontecendo, mas não paravam, pois São Paulo é a cidade que não pode parar. A pessoa caída, pernas brancas, roliças, tornozeleira no calcanhar, vestido estampado levantado até à altura das coxas deixando à mostra um pouco da roupa íntima, seguia deitada no chão enquanto passávamos. Que planos teria essa mulher para hoje? Por que estaria naquela hora deitada no chão frio da plataforma? Estaria indo ao trabalho, ou procurar trabalho, ou indo a algum outro compromisso, visitar alguém, atender alguém? Tropeçou, teve um ataque epilético, sentiu-se mal por queda de pressão, por stress ou algum outro motivo? Será que bateu a cabeça, será que ficou inconsciente? Será que os planos do Universo eram outros para ela? O que ela deverá fazer ao recuperar sua consciência? Rever seus conceitos? Analisar as causas? Passaria pela sua cabeça rever os planos para o futuro devido a esse imprevisto ocorrido na plataforma do Metrô? Subo a escada rolante e viro o pescoço na direção da cena. Não consigo ver muita coisa e a escada chega ao topo. E se fosse você, a ter seus sonhos interrompidos bruscamente pelo Universo que discordou dos seus planos? A vida segue. Ainda bem que eu não prestei muita atenção. Tava pensando aqui..
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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Tavapensandoaqui na sinalização inútil

Tavapensandoaqui na sinalização inútil. Para que serve a placa “Trecho sujeito a neblina”, que vemos aqui nas estradas paulistas? Se estiver neblina, talvez você nem enxergue a placa. E se não estiver neblina? Outra idiotice é “Evite acidentes”. Boa. Sem isso eu provocaria acidentes propositadamente. Nas empresas em que trabalhei algumas pérolas são dignas de nosso povo de terceiro mundo. “Não faça xixi no chão” é um exemplo básico. Quem mija no chão propositadamente? Nem venham reclamar que homem faz isso, porque é uma calúnia. É que a mangueira do homem às vezes trabalha como o chuveiro do seu banheiro. Você já regou o jardim com aquelas mangueiras com o regulador de jato na ponta? Duvido que quando você abre a torneira o primeiro jato d’água sai direto na direção que você apontou. O princípio da mangueirinha do homem é o mesmo. Espero ter sido didático quanto a esse assunto na defesa do sexo masculino que tem o privilégio de urinar em pé. A placa “É proibido pisar na grama” lá no meio do gramado nos traz aquela velha dúvida: quem colocou a placa lá? Foi voando até o local? Nas ruas de São Paulo, temos “Trecho sujeito a alagamento”. Você estaciona pela manhã e na hora que cai a chuva seu carro vira a Arca de Noé boiando desgovernada até o córrego mais próximo, caso não bata em uma árvore ou poste. Outros são informações úteis e até de segurança. “Pedestre, atravesse na faixa”. Na rua onde trabalho nós enxergamos a faixa ao longo da rua toda. Todo trecho da rua é faixa. “Pedestre, aguarde o sinal verde”. O que? Aperto o botão verde e espero cinco minutos para atravessar? Ninguém faz isso. E ninguém acredita que o botão verde funcione para o sinal de pedestre abrir. Parece que os caras instalaram câmeras nas esquinas só para ficar vendo quantas pessoas apertam o botão para atravessar o sinal. Estou até vendo os controladores das câmeras conversarem dizendo “olha outra trouxa apertando o botão inútil”. O Metrô de São Paulo é campeão de alertas inúteis. “Antes de entrar no trem, deixe as pessoas saírem”. O que? E deixar o meu vizinho pegar a minha frente? Nem ferrando. “Tire as mochilas das costas para não incomodar aos outros passageiros”. A besta escuta aquilo e pensa “Ah, incomoda? Agora que não tiro mesmo! Vem tirar de traz de mim para ver só!”. “O volume de seu aparelho sonoro pode incomodar outros passageiros”. Mano, na boa, se o otário está com o fone de ouvido no máximo, vai escutar a mensagem como? “Na escada rolante, deixe a esquerda livre”. A pessoa lê e pensa, “Pô mano, sem preconceito, deixa a esquerda, a direita e o centro livre, nosso país é do bem!”. No Metrô do Japão os funcionários usam luvinhas brancas para apertar os passageiros nos vagões. Aqui no Brasil os funcionários deveriam usar luvas de Boxe para acertar certos passageiros, não é não? Tava pensando aqui...

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Tavapensandoaqui em domar meus animais interiores

Tavapensandoaqui em domar meus animais interiores. Tá dura a vida do brasileiro que deseja conviver no nosso país dentro da ética e do cumprimento das leis. Não só das leis que estão na nossa constituição, mas da lei da convivência entre nós, seres humanos. A preocupação com o vizinho, o cuidado com o próximo, o compartilhamento de espaço para que todas as pessoas gozem do mesmo conforto já não existe mais entre os seres desumanos deste país. Pela manhã, no Metrô, um homem com sua mochila nas costas, pouco se importa se com seu casco parecendo uma tartaruga ninja ele incomoda aos outros passageiros. Nem pensa em colocá-la na mão para permitir mais conforto aos demais. Tenho que passar por ele para descer na estação e meu tigre interior se manifesta e se agiganta inflando o peito e pronto para soltar uma tremenda patada na orelha do tonto, mas tenho que controlar meus instintos e mantenho meu animal na jaula. Um gordo na porta do Metrô ou um sujeito desprovido de magreza, caso algum defensor do politicamente correto queira encher meu saco, impede a passagem das pessoas que querem entrar e sair. Com seu fone de ouvidos enorme nas suas orelhas imundas, olha e mexe com seus dedos gordurosos em seu celular seboso, enquanto as pessoas desviam da sua nojenta pessoa para exercerem seu direito de ir e vir. O gordo, além de desprovido de magreza é desprovido também do mínimo de senso de convivência em sociedade. Desperta em mim meu urso interior, que se agiganta pronto para exercer um jogo de corpo igual ao que eu fazia nos meus tempos de zagueiro do futebol de várzea em Santos, mas minha consciência aprisiona também esse urso feroz dentro da jaula. Circundo o “rolha de poço” tal qual as águas de um rio que ao encontrar um obstáculo, sabiamente o circunda. Durante o dia, várias situações aprisionam minhas cobras, minhas águias e meus tubarões interiores. Falando em politicamente correto, estou de saco cheio de ser politicamente correto quando no meu país o político é totalmente incorreto, numa política onde só existem ladrões que protegem sua própria raça de roedores. A piscina cheia de ratos que é citada na música famosa, é fichinha perto da quantidade de ratazanas que infesta o Lago Paranoá em Brasília. E voltando para casa depois do dia de trabalho no mesmo dia, vejo um senhor chegar com seu neto (ou filho?) no vagão do Metrô em que estou e um educado cidadão oferece-lhe o lugar. E o desgraçado do velho (velho sim!), ao invés de se sentar, faz o seu menino ocupar o lugar oferecido. Meu lobo interior quase salta na jugular do velho, que com seu gesto ofende o cidadão que lhe cedeu o lugar e ainda ensina seu filho (neto?) que não existe lei nem respeito neste país. Como é duro manter a pele de cordeiro numa selva de ninguém. A Amazônia é aqui, no país inteiro. Haja paciência. Tava pensando aqui...

sábado, 19 de agosto de 2017

Tavapensandoaqui se eu morresse hoje

Tavapensandoaqui se eu morresse hoje. Isso me levou a pensar em como eu teria morrido? Você já pensou na morte? Morrer não existe, eu creio que é apenas questão de ponto de vista. Quer ver? Digamos que você tem um mal súbito e caia no meio da rua. Ao abrir os olhos você vê um monte de rostos olhando sua cara, significa então que você está vivo. Se ao contrário, você abrir os olhos e, de cima, ver um monte de nucas olhando para a sua cara no chão, você foi para outra. Mas continua vivo. Ou morto. É uma questão de ponto de vista, não falei? Mal súbito ou morrer em uma cirurgia me parece bem tranquilo. A anestesia faz efeito e “puf”, você foi. Morrer dormindo deve ser legal também, mas acho que essa benção cabe apenas aos puros de alma. Meu avô materno morreu assim, bem velhinho. Estou longe disso. Estou longe de ser puro de alma e de ser velhinho. Uma vez fiz a leitura de um livro sobre esse tema com o intuito de fazer uma análise sobre como o autor escrevia. O autor criou um cenário onde os bichinhos da terra comiam o fulano que foi enterrado e conversavam com ele até comerem todo o corpo. Era uma reflexão sobre a vida do morto, achei interessante. Mas depois disso achei que era bom eu optar pela cremação, pois me senti claustrofóbico na narrativa. O morto estava dentro do caixão conversando com os bichinhos, eu iria morrer se me acontecesse isso. Senti-me com falta de ar. Se bem que eu estaria morto, portanto, achei que nesse caso eu havia criado um paradoxo. Medo de morrer estando morto. Outros autores escrevem sobre a saga do morto após a morte, passando pelas penitências que devem ser vividas, ou morridas, sei lá, até atingir o paraíso. Outra abordagem que eu acho legal é pensar em quem estaria do outro lado esperando por nós. Isso é claro, caso você acredite que haja continuidade da vida após a vida aqui neste planeta azul. Será que é o Pedrão que recebe a gente lá do outro lado, conferindo quem entra no céu e quem vai para o inferno, com planilha Excel e tudo? Será que morrer é a oportunidade que temos de ver novamente os entes queridos que nos deixaram? Se há uma certeza na vida é a certeza que todos vamos morrer. E se há uma dúvida que ninguém tem uma resposta é a dúvida da existência da vida após a morte terrena. Pensando em como terminaria minha passagem por esse planeta, só sei que no meu epitáfio, que é aquilo que escrevem na nossa tumba, túmulo, seja lá o que for, estaria escrito: “Eu estava aqui de passagem, a gente se vê por aí. Fui!”. Não é? Tava pensando aqui...