sábado, 17 de fevereiro de 2018

Tavapensandoaqui nas historinhas infantis nos dias de hoje

Tavapensandoaqui nas historinhas infantis nos dias de hoje. O autor cria uma historinha. Era uma vez uma Princesa que vivia em busca de seu Príncipe encantado. E termina com o famoso “e viveram felizes para sempre”. O autor submete a história ao revisor dos tempos de hoje, focado no politicamente correto. Este então começou a ler e perguntou ao autor “Por que uma Princesa em busca de um Príncipe?”. O autor justificou. Outra pergunta do revisor “Por que a Princesa morava com uma pessoa que o senhor chama pejorativamente de Bruxa?”. O autor então mudou a personagem. O revisor contestou o caso do cavalo branco, o autor mudou para um cavalo negro e no fim optou por um Unicórnio para não se meter em encrenca. O revisor achou nojento a tal Princesa beijar um sapo, o autor então reconsiderou a cena. Continuando a leitura da história, várias outras partes dela tiveram que ser modificadas ou justificadas. Muitas discussões ocorreram entre os dois devido a diversas mudanças sugeridas na história. Por fim, após diversas semanas de idas e vindas, a história aprovada ficou pronta. “Era uma vez uma Pessoa Linda que vivia num Castelo tombado pelo Patrimônio Histórico, junto com uma Pessoa Brava, um pouco brava só, que de vez em quando fazia algumas maldades com as pedras, pois amava os animais e os vegetais, mas que apesar de brava, também era uma pessoa legal. Essa Pessoa Linda tinha um sonho de encontrar seu par perfeito, sua alma gêmea, para sair do Castelo e ter uma vida feliz ao lado dela ou dele, não sendo necessariamente no mesmo teto nem com papel passado. Esse Castelo era cercado por uma linda Floresta, protegida pelo IBAMA e que tinha partes suas sendo tratada pelo reflorestamento. Um dia a Pessoa Linda passeava ao lado do seu pet de estimação pela Floresta (imagine um cão, gato, porco, galinha, águia, rato, cobra, iguana, panda ou algum animalzinho fofo da sua preferência). Ao passar pelas margens do rio próximo ao Castelo avistou um sapo, mas lhe deu pouca atenção. Eis que um lindo Unicórnio Verde apareceu vagando a esmo e trazia em seu lombo uma Pessoa que estava desmaiada, provavelmente porque foi picado por algum mosquito mau. A Pessoa Linda então pegou a Pessoa que estava no Unicórnio Verde, levou-a para o Castelo, mas teve que escutar uma baita bronca da Pessoa Brava que morava com ela, mas nada assim que uma boa conversa não tivesse levado a um consenso. Após acordar e ser curada a Pessoa que havia chegado de Unicórnio Verde explicou que era vegana e que deve ter passado mal porque ficou em jejum devido a algum suco detox de uma dieta nova que havia surgido no Reino. Então a Pessoa que veio no Unicórnio Verde ficou muito agradecida e convidou a Pessoa Linda para morar na aldeia juntos e viverem aquele momento feliz, até que algum acontecimento os separasse. The end”. Tava pensando aqui...


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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Tavapensandoaqui no meu pé esquerdo



Tavapensandoaqui no meu pé esquerdo. Eu também penso no pé direito, mas nesse caso a tira do chinelo que quebrou quando eu peguei meu almoço no restaurante a quilo, foi a que fica na parte interna do par esquerdo. Como está fora de cogitação processar o fabricante do chinelo por propaganda enganosa, minha preocupação passou a ser como eu voltaria para minha casa com um pé de chinelo inteiro e outro quebrado. Afinal, eu estava bem à vontade com bermuda e camiseta, mas a região é comercial e várias pessoas estavam lá almoçando. Atrás da mesa onde eu estava, inclusive, rolou “Parabéns a você” cantado pela turminha de trabalho que almoçava junto. Assim que acabei, levantei-me sem dar mancada, quero dizer, mancando um pouco, disfarçando e pressionando o chinelo esquerdo contra o chão, conseguindo assim leva-lo até a saída do restaurante sem levantar suspeita. Paguei a conta. Eram quase uma da tarde de um dia de calor nublado. Quatro quadras me separavam do meu endereço. Comecei a me deslocar pela calçada, pé esquerdo equilibrando o chinelo quebrado. Senti o chinelo desviar-se da direção reta várias vezes e percebi a temperatura morna do chão da calçada com a parte da sola do pé que ficava para fora do chinelo. Passei pelo ponto de ônibus sem levantar suspeita. Perto do final dessa primeira quadra eu tirei o chinelo do pé e comecei a andar com ele na mão, como quem tenta fazer um ajuste para voltar a calçá-lo. Nessa esquina tem um semáforo que estava fechado e vários carros estavam parados. Dobrei a esquina antes de atravessá-la e mantive a pose, sem que ninguém olhasse para mim. Pensei que seria julgado pelos motoristas que esperavam a abertura do sinal. Fui andando, mexendo no chinelo. Olhei para um motorista, ele olhava seu celular. Outro olhava o painel do carro. Outro conversava com o carona e outro não estava nem aí. Passei para a terceira quadra, com o chinelo na mão, simplesmente. Cruzei poucas pessoas que passaram sem me dar bola nenhuma. Passei por calçadas com pisos ruins e umas tinham um tipo de cimento cheio de pequenas relevâncias, o suficiente para incomodar o meu pisar com o pé descalço. Pensei no desconforto dos pobres cachorrinhos que passam por ali. Ao chegar ao prédio onde moro, sem que ninguém tivesse dado a mínima importância por eu estar andando com um pé descalço, resolvi cumprimentar o porteiro com a mão que segurava o chinelo, para causar nele a curiosidade de perguntar “O que houve com seu chinelo?”. Após o meu aceno ele voltou a olhar para dentro da cabine, seguindo sua rotina normal. Peguei o elevador e me contive para não acenar para a câmera com o chinelo, para registrar esse momento tão peculiar. Conclusão, ninguém está nem aí para o que você faz na sua vida, cada um cuida da própria. Será? Tava pensando aqui...

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domingo, 31 de dezembro de 2017

Tavapensandoaqui na minha retrospectiva 2017



#tavapensandoaqui na minha retrospectiva 2017. Estava relutante, mas tenho novos amigos que não me conhecem direito e resolvi finalizar o ano com essa crônica escrita no último dia. Foi um ano espetacular para mim. No plano pessoal, as festas da família foram animadas como sempre, vários familiares completaram 60 anos assim como eu. Várias festas surpresas marcaram o ano e a minha festa foi com o tema “Música” com animação do Videokê cedido pela amiga de fé, quase irmã. Mulher e filha viajaram à Europa no meio do ano. Agora ao final do ano a filha viajou e já festejou a entrada de 2018 em Auckland na Nova Zelândia, pois estão 15 horas à nossa frente. Como cantor me apresentei em vários eventos. Como irei esquecer o Carnaval onde cantei a “Pipa do Vovô” fantasiado de Silvio Santos. Como não lembrar a Festa “Cabaré” onde dancei com a minha mãe, cantei “A volta do Malandro”, “Tango do Covil” e troquei de papel ao final do show. Festa dos Anos 60 cantando “Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones”, Parada Brega cantando “Férias na Índia” e “Bilu Tetéia”, na Festa Cantares da Primavera cantei “Flores Astrais”, “Que Maravilha”, “Primavera”. Começamos ensaiar uma peça musical (projeto da nossa saudosa mestra antes de sua partida repentina desse mundo) e estamos quase finalizando os trabalhos para nos apresentarmos no ano que vem. Continuei a jogar futebol e tênis. Comprei uma Scooter para poder continuar os ensaios do nosso grupo vocal e ir ao culto da maçonaria em seguida, pois os dois eventos acontecem no mesmo dia da semana. No início desse me formei como Coach. Logo em seguida ao curso fui convidado para uma entrevista num canal de You Tube pelo amigo cantor e apresentador do programa para falar da minha nova carreira. Nessa área vi transformações maravilhosas nas pessoas, o que me faz acreditar no poder do novo desafio que me proponho ao ser Coach. Nos últimos meses desse ano fui “’Anjo” em dois megaeventos do Coach em São Paulo e além de conhecer novas pessoas passei a admirar os bastidores dessa nova onda que se dá no Brasil. Mais do que uma moda passageira, o Coach vem para ficar e transformar a vida das pessoas. Nessa carreira já lancei um livro em coautoria agora em dezembro, intitulado “Motiv+Ação”, com o capítulo “O Poder dos Relacionamentos”. Consegui fazer o bem esse ano para muitas pessoas, seja através do Coach ou de minhas crônicas. Fazer o bem para os outros foi a missão que determinei para mim a partir desse ano. Agora aos 60 anos minha nova empreitada será como Coach. Como foi seu ano de 2017? Diga três acontecimentos que te fizeram feliz. Hum, muito bom, agora cite três lembranças nem tão felizes... Esse 2018 promete! Feliz Ano Novo a todos! Tava pensando aqui...
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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Tavapensandoaqui em escrever uma carta neste final de ano


Tavapensandoaqui em escrever uma carta neste final de ano. Que Papai Noel que nada. O destinatário serei eu mesmo, daqui a um ano. O correio tem serviço agendado? Não importa, o importante é a ação de escrever e colocar no papel os meus planos para o ano que vêm. Vou escrever a carta, fechar, colocar na árvore de Natal e quando recolher os enfeites no dia 6 de janeiro, a carta será guardada junto. Perto do final do ano seguinte, vou pensar “Caramba, onde deixei aquela carta que escrevi para mim?”. Vou procurar na escrivaninha, no guarda roupa, na sapateira, na cômoda, no criado mudo, na gaveta da cozinha, no freezer, até que vou desistir. Quando os enfeites de Natal forem montados encontrarei a carta e direi: “O que é isso? Quem será que escreveu?”. Não sei você, mas tenho certeza que comigo aconteceria exatamente assim. Então eu me lembraria, é claro. Você pode fazer isso também. Funciona desse jeito: pense nas realizações que você deseja para o novo ano. Comece assim: “Tentarei fazer aulas de dança e também se der vou me matricular num curso de Origami. Eu também gostaria de visitar uma cidade bonita do Brasil para tentar descansar um pouco. Quem sabe até fazer um Cruzeiro, porque eu gosto muito de ver navios”. Amigo ou amiga, se você concordou com o que escrevi, pode parar. Você vai literalmente ficar na orla da praia de Santos vendo os navios passarem. Onde está sua determinação e sua vontade se sua carta fosse escrita dessa maneira? Francamente. “Vou tentar”, “gostaria de”, “se der”, “quem sabe”, todas essas expressões não te levarão a lugar nenhum. Seja determinado claro e direto. Vamos recomeçar. Tudo que você escrever nessa carta deverá representar seu real desejo. Não escreva nada que você não possa cumprir ou que não tenha realmente vontade de fazer. Quer viajar? Então escreva “Vou viajar para Búzios no navio do Energia na Véia, na primeira semana de março, parcelando em 10 vezes”. Pronto. Escrevendo dessa forma, seu desejo está claro e concreto. Curso de Origami, se achar que não vai rolar, então não escreva. Aulas de dança? Se quiser mesmo, escreva qual tipo de dança, quando vai se matricular e em qual escola. Quando escrever seus desejos, faça a pergunta “O que vou ganhar se fizer isso? O que vou deixar de ganhar se não fizer?”. Pronto. Cada desejo deve trazer conforto, prazer, algum benefício a você ou a outros e deve ser possível de ser alcançado para que você tenha motivos de comemorar a conquista. Essa é a formula de se conseguir planejar um novo ano com muita alegria e com chances de sucesso. Sua carta está pronta para colocar na árvore. Chega de desejar uma dieta que vai começar na próxima segunda-feira e terminar na terça-feira, chega de entrar na academia e fazer exercícios somente na primeira semana. Chega de querer aprender uma nova língua que não vai lhe ajudar a chegar a nenhum lugar. Pense claramente em seus planos e os realize. Escreva-os. Seja feliz. Desejo-lhe boas festas e um ano novo cheio de prosperidade! Tava pensando aqui...

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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Tavapensandoaqui se me pusessem num hospício, por engano.

Tavapensandoaqui se me pusessem num hospício, por engano. Já pensou? Como poderia acontecer uma situação assim, tão maluca? Pode parecer enredo de novela, mas conheço um caso real. Uma vez uma amiga me contou que andava meio estranha, tinha problemas, se sentia sem energia, estava em estado depressivo e os parentes a levaram para uma clinica de tratamento psiquiátrico, dizendo a ela que era uma visita normal ao médico. Chegando lá, ela foi entrevistada e levada a conhecer as dependências da clínica e quando estavam lá dentro eles a pegaram e a internaram. Imagine você sendo levada para um quarto em uma clínica e gritando “Eu não sou louca, eu não sou louca, me soltem!”. Parece maluquice, mas não é. Enquanto você grita e esperneia, os atendentes te seguram e pensam “nossa, pegamos outra louca que não aceita que é maluca”. Coisa de doido, não é mesmo? Então se imagine em uma situação dessas e tente pensar em como se safar dela. Se não me engano tem filmes sobre isso. Você foi colocada em um quarto e foi obrigada a tomar um calmante. Nesse ponto, você apaga e acorda no dia seguinte. Ao seu lado um cara com a mão na barriga se apresenta dizendo ser Napoleão. Você retruca dizendo ser Monalisa, usando seu espírito brincalhão, o qual você descobrirá rapidamente não ser uma boa ideia utiliza-lo. Um atendente escuta sua brincadeira idiota e passa a dizer na clínica que você se acha a Monalisa. Pronto, você recebeu seu diploma de louca. Com louvor. Agora você é conhecida na clínica como a Monalisa, torcendo para não ter algum louco que se considera o Leonardo Da Vinci. Você percebe nesse momento o quanto é inconveniente fazer brincadeiras fora de hora. O enfermeiro passa com o remédio e você recusa-se a tomá-lo. É obrigada a tomar à força e esperneia, machucando um dos atendentes. É imobilizada na cama com as correias prendendo seus braços e pernas. Grita desesperadamente. De nada adianta. Só confirma sua loucura. Presa pelas correias pensa “caralho, fiz merda!”. Eles passam a considera-la perigosa. E você apaga sob os efeitos do remédio. Acorda com os enfermeiros colocando a comida e é solta, prometendo que vai se comportar. Em seguida pede para falar com o médico responsável. Eles a ignoram, você altera o tom de voz e eles te colocam novamente presa na cama, dando-lhe novamente o “sossega leão”. Você acorda e pensa em mudar de estratégia. Agora vai ser boazinha. Quando recebe a visita do enfermeiro derrete-se em sorrisos e simpatia. Eles retribuem a gentileza dos cumprimentos e colocam na sua ficha que você é bipolar. Você passa uns dias se comportando bem para atrair a simpatia de algum atendente, faz amizades com Napoleão, Dom Quixote, Joana D’Arc e Mulher Maravilha. Chega a perguntar a ela se é verdade o caso com o Super Man. Nesse ponto você começa a pensar que é louca. Mas com o passar dos dias consegue arrumar um jeito de fingir que engole a medicação e não a engole. Consegue ficar lúcida por alguns dias e tenta de todas as formas, falar com o médico responsável. É claro que não consegue, pois todo louco diz que não é louco. Descobre os dias das visitas do médico e se prepara para discursar sobre a sua sanidade no dia que ele vier. E agora? Como convencê-lo de que você é normal? Pede conselhos a Sócrates, Platão e Jung que estão por lá. Pensou em falar com Jesus, mas alguns dias atrás ele foi curado quando trouxeram uma cruz para crucificá-lo e ele gritava desesperadamente “eu não sou Jesus, eu não sou Jesus!”. Foi curado com um belo tratamento de choque. Voltando à história da minha amiga, chegou o dia da visita do médico e ela conseguiu convencê-lo sobre sua sanidade. Eu fiquei fascinado pela história dela, ao mesmo tempo em que me mantive a uma distância segura. Vai que... Tenho algumas amigas que não sairiam de lá de jeito nenhum. Tava pensando aqui...

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Tavapensandoaqui que ninguém cruza sua vida por acaso

Tavapensandoaqui que ninguém cruza sua vida por acaso. A pessoa que cruza a sua vida tem algum propósito celestial para ter cruzado a sua vida, pois sabemos que existe um propósito para tudo que está acontecendo. Sabemos? Mesmo? Pra que serve cruzar com as pessoas em nossas vidas? Quem foi que criou essa regra? Será que tudo é tão planejado pelo Universo que pouco importa a nossa opinião e as nossas decisões? Onde entra o livre arbítrio nessa história toda? O acaso não existe? Temos muitos questionamentos e nenhuma certeza sobre nada. Seguimos pensamentos formulados por gurus, ou por filósofos, ou seguimos aproveitadores e charlatões acreditando que nós estamos aprendendo com eles. E eles enriquecem às nossas custas e sacrifícios, pois os cursos que fazemos e pagamos é com o dinheiro que ganhamos com o nosso esforço e suor. Postamos frases de efeitos nas redes sociais para nos sentirmos intelectuais e filósofos. E não seguimos aquilo que postamos, na maioria das vezes. Postamos que “não devemos nos meter na vida alheia” e no minuto seguinte estamos dizendo ao outro o que ele deve fazer para sair de uma determinada situação. Somos os donos da verdade e temos a solução dos problemas dos outros e não conseguimos enxergar que temos os nossos problemas e não conseguimos soluciona-los. Somos hipócritas e temos consciência disso. Quem mais te conhece, além de você mesmo? Pensar é livre. Você pode parar para pensar ou pode pensar andando mesmo. Mas lhe proponho uma questão parecida com a questão “quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?”. A questão que lhe proponho é a seguinte: se nascemos com nosso destino traçado, onde entra a nossa livre escolha, o nosso livre arbítrio? Se escolhermos seguir um caminho, esse caminho era o nosso destino? Então a escolha não era nossa, pois o nosso destino estava traçado na maternidade (como diria a famosa música). Fiquei em dúvida sobre essa questão. E você, acredita em que? Você é dono do seu próprio destino? Tem certeza? O acaso vai te proteger enquanto você andar distraído? Tava pensando aqui... 

domingo, 22 de outubro de 2017

Tavapensandoaqui que somos todos artistas

Tavapensandoaqui que somos todos artistas. Representamos nossos papéis todos os dias, todas as horas e em cada segundo que vivemos. O artista não é apenas aquele que sobe ao palco para dizer o texto que foi tão bem escrito e ensaiado. Somos pais e cumprimos nosso papel. Somos filhos e somos netos. Somos padrinhos de casamento ou de um batizado. Nesse papel representamos nossa dedicação ao casal ou ao sobrinho querido. E representamos com todo o nosso afinco, com toda a verdade que temos em nossos corações. Na vida não podemos errar quando entramos no palco. Nossa representação é real. Não podemos voltar atrás e repetir a cena em que magoamos alguém com uma atitude mal planejada ou uma palavra pronunciada num momento inadequado. Uma vez produzida a cena, ela vai eternamente para o acervo da vida. Representamos estar felizes quando vamos a um evento festivo, mas podemos ter em nosso íntimo uma questão que nos fere a alma. Igual a um artista da novela. O público não quer ver a tristeza e a angústia em nosso interior. Porém, somos humanos. Nem sempre acertamos nas escolhas de nossos textos. Tem vezes que parecemos não combinar com o papel que estamos representando. O público é exigente e percebe que estamos representando uma farsa. Quando estamos fazendo um papel que não nos agrada, nosso corpo apresenta sinais de desagrado. É uma dor de estômago, é um amargo na boca, é um aperto no peito, é uma doença qualquer que nos avisa que estamos fazendo as coisas de forma errada. Nem sempre percebemos a gravidade desses sintomas e não temos o diretor de cena para nos orientar no caminho certo da nossa representação. Portanto a decisão é sempre nossa. Fazer aquilo que se gosta parece fácil para alguns privilegiados. Comparamos nossas vidas com a vida daqueles que assistimos nas novelas e comparamos com as vidas das outras pessoas que conhecemos. Esquecemos que somente a parte boa de tudo que acontece nessas vidas é nos apresentado quando assistimos as cenas. Tudo o que ocorre nos bastidores de nossas vidas não é visto pelo grande público. Conheci recentemente a parábola do pato, que nadando serenamente no lago nos esconde as suas patas freneticamente se movimentando embaixo da água. Em cima do lago tudo parece sereno e calmo. Somente aqueles com o quais contamos na nossa intimidade sabem quais os tropeços e arranhões que aconteceram nos bastidores das nossas vidas. A produção da peça da nossa vida é muito difícil. Somos todos artistas e nosso palco é a vida, a vida vivida aqui, agora, nesse momento e nesse minuto. Sem ensaio. Pense em cada movimento que vai realizar nesse palco. Lembre-se que a vida é uma só. Aproveite o que ela tem de melhor, dê a mão a quem quer caminhar junto a você. Tava pensando aqui...
Sergio Nogueira

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